Solene Comemoração da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo
Nesta sexta feira que antecede a quarta feira de cinzas, a Congregação Passionista celebra de uma forma especial a Solene Comemoração da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, titulo da nossa Congregação. Esta solenidade, o oficio proprio foi pedido pelo nosso Santo Pai, que em uma carta solicitava a alguns religiosos a comporem o oficio.
Para fazermos hoje a Memoria Passionis, tomemos a segunda leitura do Oficio das Leituras que é uma carta de São Paulo da Cruz.
Todo o oficio completo pode ser rezado pelo aplicativo Ibreviary escolhendo a liturgia propria da Congregação Passionista. Reze conosco!
Das Cartas de São Paulo da Cruz, presbítero
(Lettere, vol. I, pp. 616-617. 655. 671. 695)
Serás bom discípulo de Jesus Crucificado
se aprenderes a revestir-te das suas virtudes
Aquele que deseja ser santo tem de seguir fielmente os exemplos de Jesus Cristo, de ser o opróbrio dos homens e o desprezo da plebe, porque se reconhece réu de lesa-majestade divina por ter pecado.
Feliz a alma que, revestida inteiramente de Jesus Cristo e totalmente compenetrada das suas dores santíssimas, sabe estar completamente imersa no mar imenso da divina caridade e aí, abstraída de todo o ser criado, descansa no seio do Bem Amado. Este trabalho divino é o Senhor quem o realiza nas almas humildes, que sabem estar em solidão interior, ainda que no meio do barulho do mundo.
Por quanto sei e posso, suplico-lhe que desfrute dessa ciência que o Divino Mestre, Cristo Jesus, lhe ensina na escola da santíssima Paixão, enquanto nela medita com fé e caridade. Nesta escola divina deve aprender a ser humilde de coração, amante da própria pequenez e gostar de sofrer em silêncio e com esperança; deve aprender a ser manso e afável, dócil e obediente.
Procure, pois, fazer honra ao Divino Mestre, aproveitando os seus santos ensinamentos e praticando-os quando tiver ocasião. Será um bom discípulo se se revestir das virtudes de Jesus Cristo, aquelas mesmas virtudes que Ele certamente lhe infundirá se for muito humilde e estiver desprendido de tudo o que não é de Deus, mantendo-se tanto quanto possível liberto das criaturas, de tal forma que não lhe roubem o seu tesouro.
Recomendo-lhe o recolhimento interior. Lembre-se, caríssimo, que a sua alma é templo vivo do Altíssimo; recolha-se em si mesmo, feche a porta a todas as criaturas, guarde a solidão interior, revestido dos padecimentos de Jesus e descanse sobre o seu divino Lado, que é a fonte do santo amor.
Reveja com um renovado impulso de fé os seus sofrimentos e abandonos à vontade divina, acreditando firmemente que Deus, desde toda a eternidade, se alegrou por vê-lo caminhar por essa senda penosa, à imitação de Jesus; desperte o seu coração com santos afectos, dizendo, por exemplo: Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado (cf. Mt 11, 26). Ó querida vontade do meu Deus! Ó doce, ó santíssima vontade! Sim, ó meu bom Deus, só quero o que Vós quereis, na vida, na morte, no tempo e na eternidade!
