sexta-feira, 24 de março de 2017


Somos chamados a estar aos pés da Cruz no hoje da nossa história! Estar no coração do mundo! E, a meditação da Paixão de Jesus nos ajuda a entender melhor quem somos nós...

Para fazermos a nossa MEMORIA PASSIONIS no dia de hoje, tomemos como ponto de referência o Evangelho da Paixão narrado por São João e confrontemos com alguns pontos de uma homilia do Papa Francisco feita em 2014 por ocasião do Domingo de Ramos:

"Quem sou eu, diante de Jesus que sofre? Escutamos tantos nomes, tantos nomes:
# O grupo de líderes, alguns sacerdotes, alguns fariseus, alguns mestres da lei, que tinham decidido matá-Lo?
# Ou sou como os discípulos, que não entendiam o que era trair Jesus? Como aquele outro discípulo que queria resolver tudo com a espada: sou como eles?”.
# Sou como Judas, que finge amar e beija o Mestre para entregá-Lo, pra traí-lo? Eu sou traidor? 
# Sou como aqueles líderes que com pressa fazem o tribunal e procuram falsas testemunhas: sou como eles?
# Eu sou como Pilatos? Quando vejo que a situação está difícil, lavo as minhas mãos e não sei assumir a minha responsabilidade e deixo condenar – ou condeno eu – as pessoas? 
# Sou como aquela multidão que não sabia bem se estava em uma reunião religiosa, em um julgamento ou em um circo, e escolhe Barrabás?”.
# Eu sou como aqueles que passavam diante da Cruz e zombavam de Jesus?
# Sou como aquelas mulheres corajosas, e como a Mãe de Jesus, que estavam ali, sofrendo em silêncio? 
# Sou como José, o discípulo escondido, que leva o corpo de Jesus com amor, para levá-lo à sepultura? 
# Sou como as duas Marias, que permanecem diante do Sepulcro chorando, rezando?”.

Mas afinal, quem sou eu diante da Cruz de Jesus ou quem eu quero ser?
Como dizia nosso Santo Pai São Paulo da Cruz, "na Paixão de Jesus está tudo" e é através da meditação, do confronto com a nossa própria vida que vamos pouco a pouco nos identificando com Aquele que é o nosso Protótipo: Jesus Cristo!
Uma santa meditação!!!

sexta-feira, 17 de março de 2017


Nesta sexta feira dia de fazer a nossa Memoria Passionis, mais uma vez queremos aproveitar a 2°. Leitura do Oficio das Leituras de terça feira da 2°. Semana da Quaresma. 
Não tem como desvincular a Paixão de Jesus da Paixão do homem, ou seja, a cabeça do corpo. Quantos são os que hoje experimentam no seu corpo os sofrimentos da Paixão de Jesus. 
A Paixão se renova e nao podemos fechar os nossos olhos, devemos te-los voltados para o alto mas tambem para os nossos irmãos… 
Uma santa meditação!



Dos Comentários sobre os Salmos, de Santo Agostinho, bispo
(Ps 140,4-6:CCL 40,2028-2029)            (Séc.V)

A Paixão de todo o corpo de Cristo

Senhor, eu clamo por vós, socorrei-me sem demora (Sl 140,1). Isto todos nós podemos dizer. Não sou eu que digo, é o Cristo total que diz. Contudo, estas palavras foram ditas especialmente em nome do Corpo, porque, quando Cristo estava neste mundo, orou como homem; orou ao Pai em nome do Corpo; e enquanto orava, gotas de sangue caíram de todo o seu corpo. Assim está escrito no Evangelho: Jesus rezava com mais insistência e seu suor tornou-se como gotas de sangue (Lc 22,44). Que significa este derramamento de sangue de todo o seu corpo, senão a paixão dos mártires de toda a Igreja?
Senhor, eu clamo por vós, socorrei-me sem demora. Quando eu grito, escutai minha voz! (Sl 140,1). Julgavas ter acabado de vez o teu clamor ao dizer: eu clamo por vós. Clamaste, mas não julgues que já estejas em segurança. Se findou a tribulação, findou também o clamor; mas se a tribulação da Igreja e do Corpo de Cristo continua até o fim dos tempos, não só devemos dizer: eu clamo por vós, socorrei-me sem demora; mas: Quando eu grito, escutai minha voz!
Minha oração suba a vós como incenso, e minhas mãos, como oferta da tarde (Sl 140,2).
Todo cristão sabe que esta expressão continua a ser atribuída à própria Cabeça. Porque, na verdade, foi ao cair da tarde daquele dia, que o Senhor, voluntariamente, entregou na cruz sua vida, para retomá-la em seguida. Também aqui estávamos representados. Com efeito, o que estava suspenso na cruz foi o que ele assumiu da nossa natureza. Como seria possível que o Pai rejeitasse e abandonasse algum momento seu Filho Unigênito, sendo ambos um só Deus? Contudo, cravando nossa frágil natureza na cruz, onde o nosso homem velho, como diz o Apóstolo, foi crucificado com Cristo (Rm 6,6), clamou com a voz da nossa humanidade: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste? (Sl 21,2).
Eis, portanto, o verdadeiro sacrifício vespertino: a paixão do Senhor, a cruz do Senhor, a oblação da vítima salvadora, o holocausto agradável a Deus. Esse sacrifício vespertino, ele o converteu, por sua ressurreição, em oferenda da manhã. Assim, a oração que se eleva, com toda pureza, de um coração fiel, é como o incenso que sobe do altar sagrado. Não há aroma mais agradável a Deus: possam todos os fiéis oferecê-lo ao Senhor.
Por isso, o nosso homem velho – são palavras do Apóstolo – foi crucificado com Cristo, para que seja destruído o corpo do pecado, de maneira a não mais servirmos ao pecado (Rm 6,6).

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