sábado, 25 de fevereiro de 2017

Novena a São Gabriel


OITAVO DIA
ORAÇÃO INICIAL

Ó soberano Senhor e santificador das almas, prostrados ante a vossa infinita majestade, louvamos e bendizemos a incomparável grandeza e liberalidade com que elevastes São Gabriel ao supremo grau da perfeição, por meio de um amor fervorosíssimo à Rainha dos Mártires. Pelos méritos deste amantíssimo servo de Maria, pela glória de tão excelsa Senhora e de São Gabriel, imploramos a graça particular que por este exercício esperamos obter (pedir a graça) e principalmente a de imitarmos este admirável Santo, a fim de podermos conquistar a sua graça na terra e sua glória por toda eternidade. Amém.


Caridade Fraterna de São Gabriel

Maria após a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus, levou uma vida oculta e a Bíblia pouco a nomeia. Em companhia do apóstolo São João, passou fazendo o bem e animando a comunidade da Igreja nascente, sem alarde e no silêncio da prece, considerando tudo o que sucedera na Paixão do seu divino Filho. Gabriel, seu devotado filho a imitou, perseverando na meditação da Paixão e praticando a virtude da caridade para com todos, em especial, com seus coirmãos.
A caridade maior é a que se exerce em prol da salvação dos irmãos, o apostolado. O comportamento virtuoso de Gabriel, seu porte humilde, modesto e recolhido estimulava a todos a prática da virtude e suas palavras eram um verdadeiro bálsamo para os corações.   

ORAÇÃO FINAL 
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

Senhor, muitas vezes temos com os nossos pecados merecido a morte do pecador em vez da do justo, mas confiando na vossa infinita misericórdia, na vossa Paixão e Morte, nas dores de Maria, nos méritos de São Gabriel, imploramos misericórdia e perdão, agora mas principalmente na hora da nossa morte para gozarmos, eternamente, com São Gabriel, a glória que nos merecestes. Amém.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Solene Comemoração da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo

Nesta sexta feira que antecede a quarta feira de cinzas, a Congregação Passionista celebra de uma forma especial a Solene Comemoração da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, titulo da nossa Congregação. Esta solenidade, o oficio proprio foi pedido pelo nosso Santo Pai, que em uma carta solicitava a alguns religiosos a comporem o oficio. 
Para fazermos hoje a Memoria Passionis, tomemos a segunda leitura do Oficio das Leituras que é uma carta de São Paulo da Cruz.
Todo o oficio completo pode ser rezado pelo aplicativo Ibreviary escolhendo a liturgia propria da Congregação Passionista. Reze conosco!


Das Cartas de São Paulo da Cruz, presbítero
(Lettere, vol. I, pp. 616-617. 655. 671. 695)

Serás bom discípulo de Jesus Crucificado
se aprenderes a revestir-te das suas virtudes 

   Aquele que deseja ser santo tem de seguir fielmente os exemplos de Jesus Cristo, de ser o opróbrio dos homens e o desprezo da plebe, porque se reconhece réu de lesa-majestade divina por ter pecado.
   Feliz a alma que, revestida inteiramente de Jesus Cristo e totalmente compenetrada das suas dores santíssimas, sabe estar completamente imersa no mar imenso da divina caridade e aí, abstraída de todo o ser criado, descansa no seio do Bem Amado. Este trabalho divino é o Senhor quem o realiza nas almas humildes, que sabem estar em solidão interior, ainda que no meio do barulho do mundo. 
   Por quanto sei e posso, suplico-lhe que desfrute dessa ciência que o Divino Mestre, Cristo Jesus, lhe ensina na escola da santíssima Paixão, enquanto nela medita com fé e caridade. Nesta escola divina deve aprender a ser humilde de coração, amante da própria pequenez e gostar de sofrer em silêncio e com esperança; deve aprender a ser manso e afável, dócil e obediente.
   Procure, pois, fazer honra ao Divino Mestre, aproveitando os seus santos ensinamentos e praticando-os quando tiver ocasião. Será um bom discípulo se se revestir das virtudes de Jesus Cristo, aquelas mesmas virtudes que Ele certamente lhe infundirá se for muito humilde e estiver desprendido de tudo o que não é de Deus, mantendo-se tanto quanto possível liberto das criaturas, de tal forma que não lhe roubem o seu tesouro.
   Recomendo-lhe o recolhimento interior. Lembre-se, caríssimo, que a sua alma é templo vivo do Altíssimo; recolha-se em si mesmo, feche a porta a todas as criaturas, guarde a solidão interior, revestido dos padecimentos de Jesus e descanse sobre o seu divino Lado, que é a fonte do santo amor.
   Reveja com um renovado impulso de fé os seus sofrimentos e abandonos à vontade divina, acreditando firmemente que Deus, desde toda a eternidade, se alegrou por vê-lo caminhar por essa senda penosa, à imitação de Jesus; desperte o seu coração com santos afectos, dizendo, por exemplo: Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado (cf. Mt 11, 26). Ó querida vontade do meu Deus! Ó doce, ó santíssima vontade! Sim, ó meu bom Deus, só quero o que Vós quereis, na vida, na morte, no tempo e na eternidade!

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