quarta-feira, 23 de março de 2011


Vocês já ouviram falar de uma novena de meses?
Estamos postando uma novena em honra da Encarnação do Verbo e da Maternidade divina de Maria. Ela tem início no dia 25 de março, dia em que comemoramos o mistério da Anunciação, da Encarnação do Verbo de Deus nas puríssimas entranhas de nossa Mãe, Maria Santíssima e deve ser concluída, no dia 25 de dezembro -  Natal, nascimento do Menino Jesus.
Rezemos juntos esta novena!

Devoção em honra da Encarnação do Verbo 
e da Maternidade divina de Maria

Oração à Nossa Senhora

Ó Maria,  Virgem imaculada, que vos tornastes, pela ação do Espírito Santo, digna habitação do  Filho de Deus, feito vosso Filho, alcançai-me que Ele renasça e cresça espiritualmente em mim, até a plena estatura da sua idade adulta, e me conceda a graça que tanto desejo. (Pede-se a graça)
            Tomai o meu coração e formai-o à semelhança do Coração de Jesus.
            Em honra das horas em que trouxestes o Verbo Eterno em vosso seio virginal, saúdo-vos com 24 Ave -  Marias, correspondentes às horas do dia de hoje. (Reza-se 24 Ave-Marias)

             Jaculatória: “Bendita seja a santa e imaculada Conceição da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus”.

domingo, 20 de março de 2011

Você sabe o porquê
da Imagem de São José estar na entrada do Mosteiro Santa Gema?

A atenção das pessoas que chegam ao Mosteiro Santa Gema, dirige-se espontaneamente para a grande e linda imagem de São José. Por esse sinal percebem que a Comunidade tem uma especial devoção a São José e sentem naturalmente o desejo de saber o porquê da homenagem. São muitos os motivos. Por quase infinitos títulos nós o amamos e honramos e a ele recorremos. São José, é o pai adotivo de Jesus, fazendo as vezes de Deus na terra junto a Ele. Ele é o Patrono Universal da Igreja, Por isso ele é também é o pai, guarda e protetor de todos nós, irmãos e irmãs de Jesus. É também o Copatrono da Congregação Passionista... Além desses motivos, temos uma experiência muito forte que gostaríamos de relatar.



Desde 1982, ano em que foi inaugurado este mosteiro, a Comunidade recebia água potável de uma pessoa caridosa. Tínhamos um pequeno poço comum, de água não potável, que utilizávamos para a limpeza e outros afazeres. Mas no decorrer de 1986 a Comunidade começou a depender da água das chuvas, pois que ao citado benfeitor veio a faltar de modo absoluto, condições para manter o fornecimento e as monjas não tinham outro meio, a não ser, recorrer ao Criador.


A então Superiora do Mosteiro, Madre Maria Catarina de São Miguel Arcanjo, que com extraordinária e terna devoção costumava invocar com filial confiança a São José em todas as necessidades, propôs à Comunidade fazer uma Procissão de Rogações, durante nove dias, levando à frente uma pequena imagem do Santo. E a solução veio sem tardar! Pois “quem é o servo fiel e prudente que o Senhor constituiu sobre os de sua família para dar-lhes o sustento a seu tempo?” (Mt 24, 45)


Surgiu a inspiração de uma Campanha para conseguir-se um poço artesiano, colocada logo em prática com o apoio de pessoas amigas. Em breve tempo foi possível a realização do trabalho, pois o povo de Deus respondeu com generosidade.


Foi encontrada límpida e deliciosa água potável, com ótima e constante vasão a 71 metros de perfuração, dos quais 40 de rocha, no local exato em que Madre Catarina havia colocado, sob inspiração divina, uma medalhinha de São José, durante a Procissão.


Esta foi a “gota d’água” em forma de “poço d’água” que fez transbordar nossa gratidão de tal forma que não mais nos foi preciso manifestá-la somente em âmbito comunitário, onde sua festa sempre foi celebrada com grande solenidade.


Decidimos erigir uma imagem de São José, de 1,80 metros à Entrada do Mosteiro, como memorial do nosso amor e gratidão. Considerando que o coração de todo cristão católico transborda de semelhantes sentimentos por aquele que fez, ao lado da Santíssima Virgem, nossa Mãe, as vezes do Eterno Pai junto a Jesus, nosso Irmão Maior e realiza hoje essa mesma missão junto a cada um de nós, convidamos, através de um Campanha Espiritual “Ide a José”, a todos os amigos do mosteiro e fiéis em geral, para junto prestarmos esse ato de veneração.
Providencialmente, a primeira pessoa a inteirar-se do nosso projeto foi o Sr. Bento Pinto de Barros Filho, que há anos, juntamente, com sua querida mãe, aguardava tal oportunidade. Por uma exigência do coração quis doar a imagem e tudo o que se fizesse necessário.

 
No dia 4 de maio de 1991, Sábado mais próximo à festa de São José Operário (01/05) concretizou-se nosso sonho, numa Solene Celebração Eucarística, seguida pela bênção da imagem, por Dom Francisco Manuel Vieira, nosso Bispo diocesano. Neste ano se completa vinte anos da entronização da imagem de São José na entrada do nosso Mosteiro. Obrigado São José!




 

quarta-feira, 16 de março de 2011

O tempo litúrgico que estamos vivendo é de uma riqueza admirável...
Tempo que podemos aprofundar a nossa vivência cristã, fazer um balanço de nossa vida e sobretudo retomar a caminhada empreendida...
Tempo que temos a alegria que festejar o Patrono Universal da Igreja e Pai adotivo de Nosso Senhor Jesus Cristo, nosso querido São José, no dia 19 de março.
Tempo que temos para maravilharmos com o mistério da Encarnação que se dá no seio puríssimo de Nossa Mãe Santíssima, na celebração da Anunciação do Senhor, no dia 24 de março.
Já postamos uma novena a São José, agora, segue uma novena preparatória para a Anunciação do Senhor que tem início hoje. Agradeçamos ao Senhor, pelas maravilhas operadas na vida de nossa querida Mãe Santíssima!

" Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.“ (Lc 1,35)


“Abisme-se mais do que de costume no considerar a infinita bondade de Deus, que quis tornar-se pequeno sob a nossa humanidade escondendo-se no seio da intacta Virgem Imaculada. Ame este Bem Infinito com o Coração dulcíssimo desta grande Senhora Maria Santíssima. Deus ensinará você”.
Carta de São Paulo da Cruz a Inês Grazi, 28.10.1734



Novena em preparação
à festa da Anunciação da Virgem Maria
(Início a 16 de março)
Com estas nove Ave Marias e outras tantas saudações, atentamente ponderaremos, nesta santa novena, o profundo mistério da Anunciação do Anjo a Maria Santíssima, por cujo desejado consentimento começou a admirável encarnação do Verbo Divino e a salutar redenção do gênero humano. Digamos, portanto, com humilde gratidão e devota alegria:

1. Bendita seja, ó Maria, a celeste saudação que vos fez o Anjo do Senhor ao anunciar-vos a encarnação do Verbo de Deus. Ave Maria...

2. Bendita seja, ó Maria, a sublime graça que do céu vos trouxe o Anjo de Deus. Ave Maria...

3. Bendita seja, ó Maria, o feliz anúncio que do céu vos trouxe o Anjo de Deus. Ave Maria...

4. Bendita seja, ó Maria, a profunda humildade com que vos declarastes escrava de Deus. Ave Maria...

5. Bendita seja, ó Maria, a perfeita resignação com que vos sujeitastes à vontade de Deus. Ave Maria...

6. Bendita seja, ó Maria, a angélica pureza com que recebestes no vosso seio o Verbo de Deus. Ave Maria...

7. Bendita seja, ó Maria, o bem-aventurado momento em que vestistes da nossa carne o Filho de Deus. Ave Maria...

8. Bendita seja, ó Maria, o ditoso instante em que ficastes sendo Mãe do Filho de Deus. Ave Maria...

9. Bendita seja, ó Maria, o suspirado momento em que principiou a humana salvação pela encarnação do Filho de Deus. Ave Maria...

V.: Ave Maria, cheia de graça.
R.: O Senhor é convosco.

Oremos: Ó Deus, que quisestes que o vosso Verbo, pela anunciação do anjo, tomasse carne nas entranhas da Bem-aventurada Virgem Maria, concedei aos que vos oram, que nós, que a cremos verdadeira Mãe de Deus, pela sua intercessão ante vós sejamos auxiliados, pelo mesmo Cristo nosso Senhor. Amém.

terça-feira, 15 de março de 2011

Aproveitamos este período quaresmal para mergulharmos na Meditação da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Acompanhemos Nosso Senhor nos seus passos da Paixão, com o "Relógio da Paixão". Rezemos uns pelos outros!!!

O Relógio da Paixão

O Relógio da Paixão tem por fim lembrar-nos os sofrimentos que Nosso Senhor Jesus Cristo suportou por nosso amor.Convidam-se as almas generosas a praticar este piedoso exercício para a glória de Deus, a salvação das almas e nas suas intenções particulares.

Oferecimento
Eterno Pai, eu Vos ofereço todas as reparacões de Jesus durante esta hora tão cheia de merecimentos, na qual... (citar a hora indicada abaixo), e me uno, em quanto esta em meu poder, às santas intenções que animavam então sua alma adorável, querendo que tudo em mim, até os menores movimentos, se dirija, por Ele e com Ele, para Vossa maior glória, para minha própria salvação e a do mundo inteiro.

Horas da noite
19h. - Jesus lava os pés aos seus discípulos.
20h. - Jesus, na Última Ceia, institui a Santíssima Eucaristia.
21h. - Jesus ora no Jardim das Oliveiras.
22h. - Jesus entra em agonia, suando sangue.
23h. -  Jesus recebe o beijo do traidor Judas.
24h. - Jesus é apresentado ao sumo sacerdote.
1h. - Jesus é acusado por falsas testemunhas. Sua face adorável é coberta de escarros.
2h. - Jesus é negado por Pedro.
3h. - Jesus, na prisão, é coberto de maus tratos.
4h. - Jesus na prisão.
5h. - Jesus na prisão.
6h. - Jesus é apresentado ao tribunal de Pilatos.

Horas do dia
7h. - Jesus é desprezado por Herodes.
8h. - Jesus é flagelado.
9h. - Jesus é coroado de espinhos.
10h. - Jesus é posposto a Barrabás e condenado à morte.
11h. - Jesus beija a cruz e a carrega por nosso amor.
12h. - Jesus é despojado de suas vestes e pregado na cruz.
13h. - Jesus perdoa ao bom Ladrão.
14h. -Jesus nos entrega Maria por Mãe.
15h. - Jesus morre na cruz.
16h. - O Coração de Jesus é transpassado por uma lança.
17h. - Jesus é deposto da cruz e depositado nos braços de Maria.
18h. - Jesus é sepultado
                                                              (com aprovação eclesiástica)

quinta-feira, 10 de março de 2011

Hoje iniciamos a Novena preparatória para a Solenidade do nosso querido São José. Permaneçamos unidas no louvor e ação de graças ao Senhor, por ter escolhido e preparado São José para seu Pai adotivo.
Que São José, interceda pela Santa Igreja e pelas necessidades da humanidade!

NOVENA A SÃO JOSÉ
(10 a 18 de março)




1º DIA: SÃO JOSÉ, PAI NUTRÍCIO DE JESUS

São José, Pai nutrício de Jesus, a quem tantos profetas e reis desejaram ver e não viram: obtende-me, com o perdão de minhas culpas, a graça da oração humilde e confiante que tudo alcança de Deus. Acolhei com bondade paternal os pedidos que vos faço nesta novena… e apresentai-os a Jesus que se dignou obedecer-vos na terra. Amém.

Rogai por nós, São José, Pai nutrício de Jesus.Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.


Oração para todos os dias

Deus, que por inefável providência vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para esposo de vossa Mãe Santíssima, concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.

Glorioso São José, que fostes exaltado pelo Pai eterno, obedecido pelo Verbo Encarnado, favorecido pelo Espírito Santo e amado pela Virgem Maria, louvo e bendigo a Santíssima Trindade pelos privilégios e méritos com que vos enriqueceu. Sois poderosíssimo e jamais se ouviu dizer tenha alguém recorrido a vós e fosse por vós desamparado. Sois o consolador dos aflitos, o amparo dos míseros e o advogado dos pecadores. Acolhei, pois, com bondade paternal a quem vos invoca com filial confiança e alcançai-me as graças que peço nesta novena… Eu vos escolho por meu especial protetor. Sede, depois de Jesus e Maria, minha consolação nesta terra, meu refúgio nas desgraças, meu guia nas incertezas, meu conforto nas tribulações, meu pai solícito em todas as necessidades. Obtende-me, finalmente, como coroa dos vossos favores, uma boa e santa morte na graça de Nosso Senhor. Assim seja.


2º DIA: SÃO JOSÉ, CASTÍSSIMO ESPOSO DA MÃE DE DEUS

São José, castíssimo esposo da Mãe de Deus e guarda fiel da sua virgindade: obtende-me por Maria a pureza do corpo e da alma e a vitória em todas as tentações e dificuldades. Recomendo-vos também os esposos cristãos, para que, unidos com sincero amor e fortalecidos pela graça, se amparem mutuamente nos sofrimentos e tribulações da vida. Amém.

Rogai por nós, São José, esposo da Mãe de Deus.Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.


3º DIA: SÃO JOSÉ, CHEFE DA SAGRADA FAMÍLIA

Glorioso São José, que gozastes, durante tantos anos, da presença e filial afeição de Jesus, a quem tivestes a dita de alimentar e vestir, juntamente com vossa Esposa Santíssima: eu vos suplico me alcanceis o dom inefável de sempre viver unido com Deus pela graça santificante. Obtende também para os pais cristãos a graça do fiel cumprimento de seus deveres de educadores, e, aos filhos, o respeito e a obediência, segundo o exemplo do menino Jesus. Amém.

Rogai por nós, São José, chefe da Sagrada Família.Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.


4º DIA: SÃO JOSÉ, EXEMPLO DE FIDELIDADE

Fidelíssimo São José, que nos destes tão belo exemplo no fiel cumprimento de vossos deveres de protetor da Santíssima Virgem e de pai nutrício do Redentor: rogo-vos me obtenhais a graça de imitar o vosso exemplo na fidelidade a todos os deveres do meu estado de vida. Ajudai-me a ser fiel nas coisas pequenas, para o ser também nas grandes. Alcançai esta mesma graça para todos que me são caros nesta vida, a fim de chegarmos a gozar no céu o prêmio prometido aos que forem fiéis até a morte. Amém.

Rogai por nós, São José, exemplo de fidelidade.Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.


5º DIA: SÃO JOSÉ, ESPELHO DE PACIÊNCIA

Bondoso São José, que suportastes com heróica paciência as provações e adversidades na viagem a Belém, na fuga para o Egito e durante a vida oculta em Nazaré e me destes o exemplo de admirável conformidade com a vontade de Deus: obtende-me a virtude da paciência nas dificuldades de cada dia. Alcançai também invencível paciência a todos que suportam pesadas cruzes, a fim de que se unam sempre mais a Jesus, divino modelo de mansidão e paciência. Amém.

Rogai por nós, São José, espelho de paciência.Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.


6º DIA: SÃO JOSÉ, MODELO DOS OPERÁRIOS

Humilde São José, que, vivendo em pobreza, dignificastes a vossa profissão pelo trabalho constante e vos sentistes feliz em servir a Jesus e Maria, como o fruto dos vossos suores: alcançai-me amor ao trabalho que me foi imposto como dever de estado, procurando cumprir nisto sempre a vontade de Deus. Protegei os lares dos operários do Brasil contra as influências nefastas dos inimigos de Cristo e da Santa Igreja. Obtende-lhes a graça de santificarem o seu trabalho pela reta intenção, em tudo conformados com os desígnios da Divina Providência. Amém.

Rogai por nós, São José, modelo dos operários.Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.


7º DIA: SÃO JOSÉ, PROTETOR DA SANTA IGREJA

Glorioso Patriarca São José, protetor e padroeiro da Igreja universal: obtende-me a graça de amar a Igreja como Mãe e de honrá-la como verdadeiro discípulo de Cristo. Rogo-vos que veleis sobre seu Corpo místico, como outrora velastes sobre Jesus e Maria. Protegei o Santo Padre e os bispos, os sacerdotes e os religiosos. Alcançai-lhes santidade de vida e eficácia no apostolado. Guardai a inocência da infância, a castidade da juventude, a honestidade do lar, a ordem e a paz da sociedade. Amém.

Rogai por nós, São José, protetor da Santa Igreja.Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.


8º DIA: SÃO JOSÉ, ESPERANÇA DOS ENFERMOS

Compassivo São José, esperança dos doentes e necessitados: Valei-me em todas as enfermidades e tribulações, alcançando-me plena conformidade com os admiráveis desígnios de Deus. Obtende-me também para mim e para todos, pelos quais rezo nesta novena, a cura das enfermidades, fraquezas, faltas e pecados e protegei-nos contra as tentações do inimigo de nossa salvação. Amém.

Rogai por nós, São José, esperança dos enfermos.Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.


9º DIA: SÃO JOSÉ, PADROEIRO DOS MORIBUNDOS

Ditoso São José, morrendo nos braços de Jesus e Maria, partistes deste mundo ornado de virtudes e enriquecido de méritos: Assisti-me na hora suprema e decisiva de minha vida contra os ataques do poder infernal. Obtende-me a graça de morrer confortado com os santos sacramentos, necessários para a minha salvação. Tende compaixão de todos os agonizantes, alcançando-lhes a graça da salvação por intermédio de Maria, vossa Esposa Santíssima. Amém.

Rogai por nós, São José, padroeiro dos moribundos.Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.



terça-feira, 8 de março de 2011

Aproveitamos esta data em que honramos a Sagrada Face do Senhor, para colocarmos o Formulário próprio da Congregação da Paixão aprovado para a Celebração da Santa Missa, pois muitas são as pessoas que nos procuram e nos pedem.

SANTA MISSA DA SAGRADA FACE



ANTIFONA DE ENTRADA Is 50, 6-7
Aos que me feriam, apresentei as espáduas, e a face àqueles que me puxavam a barba. Não desviei o meu rosto de bofetões e cusparadas. Mas não me senti desonrado porque o Senhor Deus veio em meu auxílio.

COLETA
Ó Pai, que pela Paixão de Cristo nos libertastes da morte contraída pelo pecado, reproduzi em nós o semblante de vosso Filho, para que, destruída a desfigurada imagem do velho Adão, brilhe em nós, por vossa graça, a gloriosa imagem do novo Adão. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

PRIMEIRA LEITURA Is 50, 4-9
Tema: Não desviou o rosto dos ultrajes

Leitura do Livro do Profeta Isaías
4 O Senhor Deus deu-me língua adestrada,
para que eu saiba dizer
palavras de conforto à pessoa abatida;
ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido,
para prestar atenção como um discípulo.
5 O Senhor abriu-me os ouvidos;
não lhe resisti nem voltei atrás.
6 Apresentei as costas
aos que me queriam bater,
ofereci o queixo aos que me queriam
arrancar a barba;
não desviei o rosto de bofetões e
cusparadas.
7 Mas o Senhor Deus é o meu aliado,
por isso não me deixei abater o ânimo,
conservei o rosto impassível como pedra,
porque sei que não sairei humilhado.
Palavra do Senhor.

Ou: Fil 2, 6-11
Tema: Humilhou-se a si mesmo; por isso, Deus o exaltou acima de tudo.

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses
6 Jesus Cristo, existindo em condição divina,
não fez do ser igual a Deus uma usurpação,
7 mas ele esvaziou-se a si mesmo,
assumindo a condição de escravo
e tornando-se igual aos homens .
Encontrado com aspecto humano,
8 humilhou-se a si mesmo,
fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.
9 Por isso, Deus o exaltou acima de tudo
lhe deu o Nome que está acima de todo nome.
10 Assim, ao nome de Jesus,
todo o joelho se dobre no céu,
na terra e abaixo da terra,
11 e toda língua proclame:
"Jesus Cristo é o Senhor",
para a glória de Deus Pai.
Palavra do Senhor.

SALMO DE RESPOSTA
Salmo 30(31), 2-3.12-13.15-16

R. Mostrai-nos, vossa Face, Senhor!

2 - Senhor, eu ponho em vós minha esperança
que eu não fique envergonhado eternamente!
= Porque sois justo, defendei-me e libertai-me, +
3 inclinai o vosso ouvido para mim;
apressai-vos, ó Senhor, em socorrer-me!

12 -Tornei-me o opróbrio do inimigo,
o desprezo e zombaria dos vizinhos,
- e objeto de pavor para os amigos;
fogem de mim os que me vêem pela rua.
13 - Os corações me esqueceram como um morto,
e tornei-me como um vaso espedaçado.

15 - A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio,
e afirmo que só vós sois o meu Deus!
16 – Eu entrego em vossas mãos o meu destino;
libertai-me do inimigo e do opressor!

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO
Aleluia, aleluia, aleluia.
Voltando-se o Senhor olhou para Pedro. Então Pedro se lembrou do que Jesus lhe havia dito.

EVANGELHO Lc 22, 55-65
Tema: Vendaram seus olhos e davam-lhe bofetadas.

Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
Naquele tempo, prenderam Jesus e conduziram-no a casa do príncipe dos sacerdotes. Pedro seguia-o de longe. Acenderam um fogo no meio do pátio, e sentaram-se ao redor. Pedro veio sentar-se com eles. Uma criada, percebeu-o sentado junto ao fogo, encarou-o de perto e disse: "Também este homem estava com ele." Mas, ele negou-o: "Mulher, não o conheço." Pouco depois um outro o viu e disse-lhe: "Também tu és um deles." Pedro respondeu: "Não, eu não o sou." Passada quase uma hora, afirmava um outro "Certamente também este homem estava com ele, pois também é galileu." Mas Pedro disse: "Meu amigo, não sei o que queres dizer." E no mesmo instante, quando ainda falava, cantou o galo. Voltando-se o Senhor olhou para Pedro. Então Pedro se lembrou da palavra do Senhor: "Hoje, antes que o galo cante, negar-me-ás três vezes." Saiu dali e chorou amargamente.
Entretanto, os homens que guardavam Jesus, escarneciam dele e davam-lhe bofetadas. Cobriam-lhe o rosto e diziam: "Adivinha quem te bateu! " E injuriavam-no ainda de outros modos.
Palavra da Salvação.

SOBRE AS OFERENDASAcolhei, ó Pai, nossas oferendas e preces e olhai a face de vosso Filho. Fazei que nos tornemos semelhantes a ele que se ofereceu a vós como vítima i¬maculada. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

PREFÁCIO DA PAIXÃO II

ANTIFONA DA COMUNHÃO Jo 19,5
Apareceu, então, Jesus, com a coroa de espinhos e o manto de púrpura.Pilatos disse: "Eis o homem."
ou.:
Há tanto tempo que estou convosco, e não me conheceste, Filipe! Aquele que me vê, vê também o Pai!

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃOÓ Deus, aumentai em nós a eficácia deste sacramento de salvação, para que, associados à Paixão de vosso Filho nesta vida, possamos participar da glória da sua ressurreição para contemplar eternamente vossa face. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Contemplemos de uma forma todo especial, no dia de hoje, a Sagrada Face Adorável de Nosso Senhor Jesus Cristo e comemoremos a sua Festa.
Segundo diversas fontes, aos Bispos do Brasil, foi concedida a licença da Santa Sé, em 1959, para celebrá-la solenemente na terça-feira de Carnaval.
 
“Quero que a minha Face, que reflete a íntima aflição de minha alma, a dor e o amor do meu Coração seja mais honrada. Quem me contempla, me consola!” (Jesus à Madre Maria Pierina)


Origem da devoção à Sagrada Face

Essa edificante devoção que se diria instituída pelo próprio Salvador no dia de Sua morte, imprimindo milagrosamente Sua Imagem Sagrada no Sudário de Verônica, tem tomado nesses últimos tempos um desenvolvimento considerável. Seja em virtude da decisiva importância que a divina Face teve na vida de Santa Teresinha, ou dos surpreendentes estudos da figura de Jesus na toalha mortuária de Turim, como ainda por causa das revelações à Madre Maria Pierina de Micheli (1890 - 1945), a privilegiada mensageira da Sagrada Face dos dias atuais: é como um sopro divino que passa sobre o mundo para combater os estragos das imagens sedutoras e preservar a humanidade dos castigos da justiça do alto.
As consoladoras promessas de Nosso Senhor, confirmadas por uma feliz experiência, mostram quanto é agradável a Deus e útil às almas a veneração e o culto da Sagrada Face!
E além de tudo: a contemplação do divino Rosto é o meio mais fácil e eficaz de conhecer a Nosso Senhor e merecer, como que de imediato, o seu amor. Sim, basta contemplá-Lo.
Observou a esse respeito a Madre M. Pierina: “A Sagrada Face é tudo para mim, porque me leva diretamente ao seu coração, como se fosse a porta de entrada”. É o que quer dizer também o Papa Pio XII na sua Encíclica Haurieties Aquas: “é na Face que se revela o coração”
Propaguemos, pois, a Imagem adorável do Nosso Salvador! Que cada família a possua! Zelemos por sua devoção nas terças-feiras, pois Jesus o quer: “Quero que minha Face seja venerada particularmente nas terças-feiras.” (Jesus à Madre Maria Pierina) e cuidemos da celebração da festa da Sagrada Face na terça-feira de Carnaval.


Novena à Sagrada Face
Primeiro dia
 Oração preparatória para todos os dias: Senhor, procuro Vossa Face! Não me afasteis para longe dela por causa de meus pecados; não desvieis de mim Vosso Santo Espírito. Fazei brilhar sobre mim a luz da Vossa Face, instruí-me no caminho dos Vossos mandamentos. Eterno Pai, contemplai a Face de Vosso Filho e por seus infinitos merecimentos concedei-me um ardente desejo de reparar as injúrias feitas à Vossa Divina Majestade e a graça que desejo alcançar nessa novena. Assim seja.

Oração: Oh! Amorosíssimo Jesus! Vossa palavra e a expressão de Vossa Face abrasada em amor, nos revelam, no Cenáculo, a veemência com que Vosso coração desejava a hora de dar-nos a Eucaristia!
Inflamai meu coração de amor por esse sacramento adorável, visitando-o e recebendo-o freqüentemente com a pureza dos anjos.

Consideração: Se Jesus me ama, se Sua Face me procura, o que me detém?... Que me pede Jesus, senão amor e confiança?... Negar-lhe-ei?...

Virtude a praticar: Desprendei-vos, pelo menos de coração, de todas as coisas da terra. Seja Jesus vosso tesouro.

Oração final para todos os dias: Deus Todo-Poderoso e Misericordioso, nós Vos suplicamos que, venerando a Face Santíssima de Vosso Filho, desfigurada na Paixão por causa de nossos pecados, mereçamos contemplá-la eternamente no resplendor da glória celeste. Pelo mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor. Assim seja.

Segundo dia

Oração preparatória como no primeiro dia

Oração: Oh, Vítima Divina, meu doce Jesus! Face adorável, banhada em suor de sangue no Getsêmani, descobre-me a grandeza de Vossas dores e a gravidade dos meus pecados. Dai-me a mim e a todos os pecadores um sincero arrependimento com firmíssimo propósito de nunca mais pecar.

Consideração: Por toda a parte onde se mostrou sobre a terra, a Sagrada Face de Jesus abençoou, perdoou, curou e fez o bem...Jesus dirige o mundo com Seu olhar!
Eu O invoco, porque não serei atendido?...

Virtude a praticar: Sede dócil às inspirações da graça. O olhar de Jesus que vos solicita é uma graça; entregai-vos a sua celeste influência.

Oração final sempre como no primeiro dia


Terceiro dia

Oração preparatória como no primeiro dia Oh! Meu amabilíssimo Jesus! Vossa Face augusta e serena teve uma expressão de dor imensa ao receber o beijo do traidor. Dai-me a graça, eu vos suplico, de participar de Vossa íntima aflição pelos sacrilégios que cometem os que Vos recebem em pecado mortal no Sacramento de amor, desagravando assim, a traição de Judas.


Oração:

Consideração: Sim, eu sei, meu Redentor está vivo. Esta mesma Face que eu contemplo, hoje tão amargurada pela traição de um apóstolo infiel, hei de contemplar um dia radiante de graça e de esplendores.
E, se eu for fiel, assim a contemplarei por toda a eternidade. Meu bom Jesus, mostrai-me Vossa Face.

Virtude a praticar: Fidelidade em observar os mandamentos divinos: “Falai, Senhor, Vosso servo Vos escuta”.

Oração final como no primeiro dia


Quarto dia

Oração preparatória como no primeiro dia Oh! Meu dulcíssimo Jesus! Vossa Face de infinita bondade é objeto do mais vil insulto pela cruel mão de um servo em casa de Anás. Assim Vos tratam, meu doce Salvador, porque aborrecem Vossas palavras de justiça e de caridade sem limites. Não permitais que eu jamais me vingue de meus inimigos, mas que os perdoe sempre e de todo o coração.


Oração:

Consideração: Devo oferecer-me inteiramente a Deus, para fazer só sua adorável vontade; farei esse oferecimento em união com Jesus orando, a Face contra a terra, no Jardim das Oliveiras.

Virtude a praticar: Fazei penitência; praticai a contrição de vossos pecados alheios; aceitai, em espírito de expiação, as penas e amarguras que Deus aprouver enviar-vos.

Oração final como no primeiro dia

Quinto dia

Oração preparatória como no primeiro dia Oh! Meu pacientíssimo Jesus! Na noite tenebrosa de Vossa Paixão, Vossa Face sacrosanta tornou-se semelhante à de um leproso! Desprezos, escarros, bofetadas e injúrias sem número, desfiguram Vosso formoso semblante! Perdoai, Senhor, Vosso povo ingrato que com suas blasfêmias e crimes de toda espécie, renovam tão horríveis afrontas à Vossa Face augusta e venerada! Perdoai, Senhor!


Oração:

Consideração: Jesus tem os olhos cerrados para não ver meus pecados... Continuarei nas minhas iniqüidades?... Até quando afrontarei essa Face que pacientemente sofre e me espera?... Até quando?... Até quando?... Não a consolarei com a minha entrega total?

Virtude a praticar: Tende a coragem da fé, não temais o olhar e as palavras dos homens, quando se tratar de um dever a cumprir ou de uma falta a evitar.

Oração final como no primeiro dia

Sexto dia

Oração preparatória como no primeiro dia

Oração: Soberano Rei e Salvador! A majestosa dignidade de Vossa Face, vilipendiada e coroada de espinhos, proclamou solenemente Vossa realeza sobre as nações, confirmadas pela profética voz de Pilatos diante do povo judeu, ao dizer: “Eis o vosso Rei”. Concedei-me, ó Rei da Glória, um ardoroso zelo para propagar Vosso Reino, ainda que seja à custa de minha vida.

Consideração: Acabrunhado sob o peso de minhas iniqüidades, que farei diante de meu divino Rei? Por que hesitas, minha alma...Não é Ele teu Salvador?... Por acaso sua Face não te contempla com doçura e amor? Cheia de confiança, prosta-te aos pés de Jesus, dizendo-lhe de todo coração: “Meu Senhor e meu Rei! Eis aqui minha alma e meu corpo: eu me ponho, inteiramente sob o império de Vossa Face ultrajada”. Reinai sobre mim para sempre!

Virtude a praticar: Fazer morrer em vós, pela mortificação, todos os desejos e movimentos aviltantes que poderiam ofender a Sagrada Face e renovar as suas dores.

Oração final como no primeiro dia


Sétimo dia

Oração preparatória como no primeiro dia

Oração: Oh! Meu querido e generosíssimo Jesus! Vossa Face de Deus-Homem se iluminou, subitamente, com os esplendores de um santo gozo, ao estreitar em Vossos braços a suspirada cruz! Daí-me coragem para tomar a minha cruz e seguir-vos com ânimo constante e generoso até o fim de minha vida.

Consideração: Se amo e me compadeço verdadeiramente dos ultrajes pela Face adorável de meu Salvador, devo amar meus irmãos desgarrados e pedir a Deus que os converta.

Virtude a praticar: Que o zelo de reparação vos inflame! Exercei-o por meio de comunhões, orações, palavras e exemplos, enfim, por todos os meios que a vista do mal cometido deve inspirar-vos.

Oração final como no primeiro dia


Oitavo dia

Oração preparatória como no primeiro dia

Oração: Oh! Meu terníssimo Jesus! Qual não deve ter sido a expressão de doçura de Vossa Face, quando Verônica se aproximou de Vós para enxugá-la! Com que amorosa gratidão a contemplastes e qual não foi o seu assombro ao achar impressa em seu véu a Vossa Face desfigurada, mas cheia de amor!... Fazei que eu contemple, meu amado Redentor, Vossa Paixão com tanto amor e ternura que os traços da Vossa Face fiquem gravados em meu coração.

Consideração: Meditando no amor de Deus por mim, amor estampado em Sua Face retalhada e amortecida, ainda terei dificuldade em esquecer os males que me causaram, de perdoar os que me ofenderam, de qualquer maneira, de amar sinceramente meu próximo e pedir a salvação para todos os homens?...

Virtude a praticar: Suportar pacientemente as injúrias e as friezas de vosso próximo, aceitai o que elas têm de penoso para o coração, em espírito de reparação, por tudo o que Jesus sofreu em Sua Face adorável.

Oração final como no primeiro dia


Nono dia

Oração preparatória como no primeiro dia

Oração: Oh! Meu Santíssimo e amado Jesus! Vossa Face de Reparador divino, coberta pelas sombras da morte, aplacou as justiças do Eterno Pai, e Vossas últimas palavras foram penhor seguro de eterna felicidade. Que minha vida e minha morte sejam uma contínua reparação unida à Vossa e à de Vossa Mãe Santíssima, a quem invocarei sempre com o nome da Mãe.

Consideração: Quando irei e aparecerei diante da Face de meu Deus? Quando o verei face a face?...

Virtude a praticar: “Quem me contempla me consola! Se alguém contemplar a minha Face Eu derramarei meu amor nos corações e por meio de minha Face se obterá a salvação de muitos pecadores!” Almas generosas, procurai e contemplai sempre a adorável Face de Jesus!

Oração final como no primeiro dia



segunda-feira, 7 de março de 2011

Aproveitemos este mês para aprofundarmos a nossa devoção a São José, segue abaixo uma oração para meditarmos suas tristezas e alegrias.

Oração das sete principais tristezas e alegrias de São José


1) Ó Esposo puríssimo de Maria Santíssima, glorioso São José, assim, como foi grande a amargura de vosso coração na perplexidade de abandonardes a vossa castíssima Esposa, assim foi indizível a vossa alegria quando pelo Anjo vos foi revelado o soberano mistério da Encarnação. Por esta tristeza e por esta alegria, vos pedimos a graça de consolardes agora e nas extremas dores, a nossa alma, com a alegria de uma vida justa e de uma santa morte, semelhante à vossa, assistidos por Jesus e por Maria.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.


2) Ó felicíssimo Patriarca, glorioso São José, que fostes escolhido para ser o Pai adotivo do Verbo Encarnado, a tristeza que sentistes ao ver nascer em tanta pobreza o Deus Menino, se vos mudou em júbilo celeste ao ouvirdes a angélica harmonia e ao contemplardes a glória daquela brilhantíssima noite. Por esta tristeza e por esta alegria, vos suplicamos a graça de nos alcançardes que, depois da jornada desta vida, passemos a ouvir os angélicos louvores e a gozar os resplendores de glória celeste.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.


3) Ó obedientíssimo executor das divinas Leis, glorioso São José, o sangue preciosíssimo que na Circuncisão derramou o Redentor Menino vos transpassou o coração, mas o nome de Jesus vo-lo reanimou, enchendo-o de contentamento. Por esta tristeza e por esta alegria, alcançai-nos viver sem pecado, a fim de expirar cheios de júbilo com o nome de Jesus no coração e na boca.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.


4) Ó fidelíssimo Santo, que tivestes parte nos mistérios de nossa Redenção, glorioso São José, se a profecia de Simeão a respeito do que Jesus e Maria teriam de padecer, vos causou mortal angústia, também vos encheu de suma alegria pela salvação e gloriosa ressurreição que, igualmente, predisse teria de resultar para inumeráveis almas. Por esta tristeza e por esta alegria, obtende-nos que sejamos do número daqueles que, pelos méritos de Jesus e pela intercessão da SS. Virgem, sua Mãe, ressuscitarão gloriosamente.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.


5) Ó vigilantíssimo custódio, íntimo familiar do Filho de Deus encarnado, glorioso São José, quanto sofrestes para alimentar e servir o Filho do Altíssimo, particularmente na fuga com Ele para o Egito. Mas, qual não foi também vossa alegria por terdes sempre convosco o mesmo Deus e por verdes cair por terra os ídolos egípcios. Por esta tristeza e por esta alegria, alcançai-nos que, afastando para longe de nós o infernal tirano, especialmente, com a fuga das ocasiões perigosas, sejam extirpados do nosso coração todo apego aos afetos terrenos e que, inteiramente dedicados ao serviço de Jesus e de Maria, para eles somente vivamos e, na alegria do seu amor, expiremos.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.


6) Ó anjo da terra, glorioso São José, que cheio de pasmo vistes o Rei do Céu submisso às vossas ordens. Se a vossa consolação, ao reconduzi-lo do Egito, foi perturbada pelo temor de Arquelau, contudo, tranquilizado pelo Anjo, permanecestes alegre em Nazaré com Jesus e Maria. Por esta tristeza e por esta alegria, alcançai-nos a graça de desterrar do nosso coração todo temor nocivo, de gozar a paz da consciência, de viver seguros com Jesus e Maria e também de morrer assistidos por eles.

Pai Nosso, Ave Maria, Glória.


7) Ó exemplar de toda santidade, glorioso São José, que perdestes, sem culpa vossa, o Menino Jesus, e com grande angústia o procurastes por três dias até que, com sumo júbilo, gozastes com aquele que era vossa vida, encontrando-o no Templo entre os doutores. Por esta tristeza e por esta alegria, vos suplicamos, com o coração nos lábios, que interponhais o vosso valimento para que não percamos a Jesus por culpa grave; mas, se por desgraça o perdermos, com tão grande dor o procuremos que o achemos favorável, especialmente em nossa morte, para passarmos a gozá-lo no céu e lá cantarmos convosco suas divinas misericórdias.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

Oração final

 
Antífona: “Quando Jesus começou o seu ministério, tinha cerca de trinta anos, e era tido por filho de José” (Lc 3, 23)
V. Rogai por nós, Santíssimo José!
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo!

Oremos: Ó Deus, que por vossa inefável Providência vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima, concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Assim seja.

 
(Com aprovação eclesiástica)

sexta-feira, 4 de março de 2011


 Hoje celebramos a Comemoração Solene da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, um dia muito especial para nós, Passionistas. Conheça um pouquinho da história desta celebração.


Comemoração Solene da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo
(título da nossa Congregação)


O nosso Santo Pai, São Paulo da Cruz, em carta de 27 de setembro de 1758, pedia a alguns religiosos para comporem o Ofício da solenidade da Paixão. O padre Tomás Struzzieri foi o redator do texto. O desejo de Clemente XIV de estender esta celebração a toda a Igreja fez que atrasasse a aprovação dos textos, o que aconteceu a 10 de janeiro de 1776, já depois da morte de São Paulo da Cruz. Como título da nossa Congregação, foi sempre celebrada solenemente, na sexta-feira antes da Quarta feira de Cinzas.
Neste dia contemplamos todo o mistério da Paixão, na sua dimensão mais ampla, celebrando o caráter de universalidade das dores que Cristo sofreu para cumprir a vontade do Pai. Esta celebração tem três finalidades:
a) celebrar a intervenção salvífica de Deus Pai, que enviou seu Filho único para implantar a nossa redenção com a sua morte na Cruz;
b) ajudar-nos a fazer contínua memória desta suprema prova de amor;
c) impulsionar-nos a ser testemunhas e cooperadores na obra da redenção. 

(Texto da Introdução da Liturgia das Horas, própria da nossa Congregação) 


terça-feira, 1 de março de 2011

Mês de março, mês dedicado ao nosso querido Pai e Protetor, São José.
Deixamos o convite para participarem conosco da Santa Missa em louvor a este grande santo!
 Hoje é o dia do Aniversário do nosso querido São Gabriel de Nossa Senhora das Dores. Segue abaixo um texto falando sobre a sua vida, retirado do site da Família Passionista: http://passionistas.org.br/secao.247.aspx?materia=16 . Vale a pena ler para aprofundarmos cada vez mais na vida do nosso grande intercessor.


O BAILARINO LADRÃO DE CORAÇÕES

Nascimento: 01 março 1838
Profissão religiosa: 22 de setembro 1857
Morte: 27 de fevereiro de 1862
Venerável: 14 Maio de 1905
Beato: 31 Maio de 1908
Santo: 13 Maio de 1920


E pensar que na casa da família Possenti não eram certamente poucos. Papai Sante e mamãe Agnese tiveram treze filhos. Alguns, é verdade, voltaram prematuramente ao céu e alguns outros viviam longe por vários motivos. Mas a casa do governador não ficou vazia. Todavia “em família se era como mortos sem Checchino”. Os severos cômodos da antiga casa adquiriam vida somente se fosse presente ele, Checchino, da alegria contagiosa e do sorriso ladrão. O irmão Michele (Miguel), já velho, repensando à própria juventude a via ainda profundamente marcada da vivacidade e da alegria do esperto Checchino.

Família nobre e numerosa de Checchino; o choro de bebê é sempre novo e fresco. Uma família sobretudo exemplar. Checchino ficou com a família até os dezoito anos, depois viveu seis anos no convento. Vida breve mas plena, vivida rapidamente, aquela de Checchino: ao conhecê-la parece vir-nos um suspiro. Quase impossível tê-lo escondido. “nos roubou o passo”, dirá com felicíssima expressão padre Norberto Cassinelli, seu diretor espiritual. Vida sorridente e fascinante: olhando de perto se descobre horizontes luminosos e libertadores.

E então, vamos rapidamente às datas extremas: Primeiro de março de 1838: nasce em Assisi (Perugia), décimo primeiro de treze filhos, do acessor pontifício da cidade. No mesmo dia o batizaram com o nome do mais ilustre dos seus conterrâneos, Francisco. Em casa e os amigos, porém, o chamarão sempre Checchino e entre os passionistas escolherá o nome de Gabriel. Vinte sete de fevereiro de 1862: morre na ilha de Gran Sasso (Teramo). Vive prodigamente vinte quatro anos . O papai Sante Possenti (Terni 1791-1872) formado em Roma, exercita funções de governador, delegado e assessor do Estado Pontifício em vinte seis cidadezinhas espalhadas em Marche, no Lazio e na Umbria. A mamãe Agnese Frisciotti é uma mulher nobre, doce e santa. Casaram-se em Civitanova Marche (Macerata), país natal de Agnese, no dia 13 de maio de 1823. Desse matrimônio nascem treze filhos: dois morrem logo após o nascimento, dois em tenra idade, quatro (entre estes Gabriel) na plena juventude. O mesmo dia noventa e sete anos depois, 13 de maio 1920, Gabriel será declarado Santo.



Em 1841 Sante é nomeado assessor de Spoleto (Perugia) onde se transfere com toda a família. Aqui, com menos de quarenta e dois anos, morre Agnese que, pouco antes de voar para o céu tem junto de si Checchino, que até então não havia chegado aos quatro anos. Abraça-o longamente, o beija e o confia à Nossa Senhora: Que ela vele sobre aquele anjo de filho ainda assim pequeno e já tão vivaz. E Nossa Senhora assumiu os cuidados tonando-se protetora e guia. Vigia atentamente também o pai Sante que educa com palavras e exemplos. De manhã, antes de ir para o trabalho, reza por uma hora e depois participa da missa levando sempre consigo algum dos filhos. De noite, o terço: que ninguém falte ou se adormeça. Ao final, exorta a todos “inculcando os princípios cristãos”.

Em 1844 Checchino inícia os estudos elementares. Não tem a mãe para preparar-lhe a mochila ou a merendinha. Porém a irmã Maria Luisa, nove anos mais velha que ele, e a governanta Pacifica Cucchi, a substituem no melhor modo. Em 1846, Checchino recebe a crisma e em 1851 a primeira comunhão.

Aos treze anos enfrenta os estudos ginasiais junto aos padres Jesuítas, naquele colégio que em Spoleto chamam orgulhosamente universidade: são anos fundamentais para a sua formação humana, cultural e espiritual. É inteligente, gosta de estudar, tem ótimos resultados, principalmente, nas matérias literárias. Os prêmios numerosos e gratificantes são o resultado. Compõe poesia também em latim; as recitações escoláticas o vêem como protagonista indiscutível e aplaudido. Exuberante, vivaz e perspicaz se torna um ponto de atração para a sua expansividade às vezes excêntrica. Segue a moda, veste-se muito bem e sempre com uma borrifada de perfume. Ama a alegria e onde tem festa, ele é sempre presente. “nasceu para a amizade”, dirão. Quer deleitar-se em tudo e a todo os custos; “A bela vida não o desagrada”. O nome de “bailarino” que lhe dão e que indica, não tanto o amor pela dança, quanto o seu comportamento elegante e distinto, é verdadeiramente merecido. Mas é também bom, generoso, sensível ao sofrimento dos pobres e ama a oração. Verte vida por todos os poros. A caça é o seu esporte preferido, o teatro o fascina, e ele freqüentemente se achega ao pai e à irmã. Nada de estranho, se o coração de qualquer garota começa a palpitar por ele.

Atraem-no os romances e lê àvidamente autores do tempo como Mazoni, Bresciani, Tommaseo e Grossi. Mas não tem muito tempo para sonhar: o futuro se avizinha e precisa prepará-lo. Na família outros já escolheram a própria estrada. Ele o que fará­? È verdade: não lhe falta nada, mesmo assim nada o satisfaz plenamente. Quantas vezes, durante os espetáculos teatrais, escapole e vai contar à Nossa Senhora os problemas e ânsias do seu nômade coração. Quantas vezes se tranca no seu quarto diante de uma pequena imagem de Nossa Senhora das Dores, a ele queridíssima, e se encontra com os olhos cheios de lágrimas. E quem diria? Debaixo da roupa elegante, leva sempre consigo o cilício. Uma verdadeira confusão aquele jovem coração. Os repetidos lutos familiares e algumas doenças sofridas, o fazem perecer as alegrias humanas, breves e incosistentes como flocos de neve. Com treze anos por exemplo, adoece gravemente da garganta; vê a seu redor rostos preocupados e tristes. Que susto, pobre Checchino! Implora e obtém a cura do Beato Andrea Bobóla. Próprio nestes momentos, sentiu um grande medo e prometeu fechar-se em um convento, se fosse curado. De fato, pediu para entrar no convento dos Jesuítas, mas depois a vida voltou a envolvê-lo com os seus ritmos e a distrai-lo, com os seus apelos. Melhor assim. Melhor que não tenha partido. Não será o medo, mas o amor a levá-lo ao convento.

O pai resiste a deixá-lo partir. E quem poderia dizer o contrário? Teve treze filhos o papai Sante, e viu ao seu redor uma solidão cada vez crescente. Tereza se casou, Luigi Tomaso é um religioso dominicano, Enrico estuda para se tornar padre, Michele (Miguel) freqüenta a faculdade de medicina e cirurgia em Roma, duas filhas e quatro filhos já faleceram. Em casa, no ano de 1855, restam somente Maria Luisa de vinte e seis anos, Checchino com dezessete e Vincenzo com dezesseis. Sante ama imensamente a todos, porém Checchino é Checchino. É o mais querido de todos, repercute na sociedade, o auxilia como secretário e para ele sonha um brilhante futuro. Como fará sem ele?

Em 1855, um novo luto, entre os mais tristes. No dia 7 de junho, atingida pela cólera, morre, repentinamente, Maria Luisa que em casa tinha substituído a mãe. Checchino é envolvido por um furacão de porquês. A que serve vir e fazer um tanto de projetos se depois... A idéia do convento retorna com mais insistência, mas o pai faz de tudo para que essa não tome caminhos precisos. O que é preciso para que Checchino se decida verdadeiramente? No dia 22 de agosto, pelas estradas de Spoleto se realiza a procissão com a imagem de Nossa Senhora venerada na Catedral. Na multidão ele esta presente . Quando a imagem lhe passa diante, se sente ferir o coração com palavras de fogo que lhe estrafega a alma: “Checchino, o que você está fazendo no mundo? A vida religiosa o espera”. Checchino sai da multidão e se encontra chorando com o rosto entre as mãos. Desta vez é a Mãe que chama. Como é possível resistir? Nada e ninguém o impedirá. No dia 6 de setembro (não se passaram mais de quinze dias), parte de Spoleto e, no dia 10 seguinte, já está em Morrovalle (Macerata) para iniciar o noviciado. Ao longo da estrada superou provas não indiferentes causadas pelo seu pai, para examinar ulteriormente a sua vocação. Mas tinha razão Michele (Miguel) em dizer a todos da família: “Vocês sabem como é Checchino; quando toma uma decisão não volta atrás”.

O “bailarino” surpreende todos


Em Spoleto todos ficam maravilhados e surpresos pela sua imprevista partida. Na manhã do dia 8 de setembro, o professor de letras, padre Luigi Pincelli, entrou na classe, inicia a lição de modo anormal: “vocês ouviram algo sobre o Bailarino? Quem o diria? Partiu para se tornar passionista”. Em Morrovalle Checchino encontra outros dez noviços entre os quais o beato Bernardo Maria Silvestrelli. O mestre é padre Rafael Ricci e vice-mestre o venerável padre Noberto Cassinelli. Checchino se sente finalmente . Também Sante é sereno, convicto da vocação do filho. Aceita “os imperscrutáveis desígnios da Divina Providência”. O que ele mesmo sempre ensinou aos filhos. Agora é ele a inclinar a cabeça mesmo se a dor pela decisão não encontra adjetivos suficientes.

Com dezoito anos, portanto, Checchino muda a página. O filho do governador, com um florescente futuro, o bailarino amante da caça e do teatro se fecha em um convento onde a vida, para o olhar mundano discorre monótona e comum. Tem uma explicação a tudo isto? Claro. Quando Nossa Senhora, pelas estradas de Spoleto, o convidou fixando nos olhos e falando-lhe ao coração, Checchino viu claramente o seu futuro. Um corte visível com o passado e uma fantástica acelaração em direção ao alto. Afascinado, naturalmente pelo belo, tendo intuído que a beleza suprema é a santidade, faz disso o seu único objetivo. E o faz com vigor.

No dia 21 de setembro 1856 veste o hábito passionista e escolhe também outro nome: Gabriel de Nossa Senhora das Dores; título pelo qual sempre invoca Nossa Senhora. O ano seguinte emite a profissão religiosa. No mês de junho de 1958 se transfere a Pieventorina (Macerata) para os estudos filosóficos sob a guia do padre Norberto que o seguirá até à morte. No dia 10 de julho de 1859 está na Ilha de Gran Sasso para o estudo da teologia e a preparação imediata ao sacerdócio. No dia 25 de março, na catedral de Penne (Pescara), recebe a tonsura e as ordens menores. Logo depois adoece; todo o cuidado é vão. Não chega nem mesmo ao sacerdócio. No dia 27 de fevereiro de 1862 “ao nascer do sol” morre confortado da visão dulcíssimo de Nossa Senhora invocada com estrondeante amor: “mamãe minha, vem logo”. Ainda não se passaram seis anos do seu ingresso na congregação passionista. Os coirmãos ficam ali em torno do seu leito a olhá-lo e se nutrem de suavíssimas recordações. E comovidos recordam...

Recordam a sua vida marcada de alegria. Uma alegria que continuamente jorrava do seu interior, perfumava sua vida e que ele semeava entorno a mãos-largas. Uma alegria incontível: visível a cada gesto; brotava em cada relacionamento; esbaldava; fascinava; contagiava. Gabriel tinha se tornado também o cantor. “O contentamento e a alegria que eu experimento é quase indizível; a minha vida é uma contínua alegria. Os dias, ou melhor, os meses me passam rapidíssimos. A minha vida é uma vida doce, uma vida de paz. Estou contentíssimo”. Alegria e sorriso que não terminaram nem mesmo diante da morte. Antes, na própria morte obtiveram a vitória mais bonita. Um dia o chamarão de “santo do sorriso”. Eles, os coirmãos, ainda não o sabem, mas não se maravilhariam se algum o sussurrasse...

Recordamos os seus dias. Tem a aparência comum. Ao invés, nunca encurtados pela rotina. Mártir e poeta do quotidiano. O quotidiano foi o seu pão, a simplicidade o seu heroísmo, o ordinário o seu canto. As pequenas e as frágeis coisas de cada dia, tornavam-se grandes pelo espírito com o qual as realizava. Com essas desenhou o mosaico da sua santidade. Repetia muitas vezes: “Deus não olha o quanto mas o como, nossa perfeição não consiste em fazer coisas extraordinárias mas no fazer bem as coisas ordinárias”. O seu diretor revelará o segredo da sua santidade com uma expressão lapidar: “Gabriel trabalhou com o coração”.

Recordamos a sua vida transcorrida à sombra de Maria. Ela de fato “começou em Spoleto chamando à vida religiosa, o acompanhou e prosseguiu a ajudá-lo na obra da santificação, cumpriu a obra vindo buscar sua alma e levá-lo para perto de si no paraíso”. Nossa Senhora, e particularmente sob o título de Mãe das Dores, foi a razão da sua vida. Emitiu um voto especial: propagar a devoção à Nossa Senhora das Dores.

Mas Gabriel morreu verdadeiramente ? Parece dormir sereno. Todos os coirmãos o olham pela última vez e o vêem assim como descreverá o formador: “O meu Gabriel, dirá padre Noberto, media um metro e setenta, tinha caráter muito vivaz, suave, simpático resoluto e generoso. Tinha um coração sensibilíssimo, cheio de afeto, um modo de fazer sumamente atraente, prazeiroso, naturalmente gentil. Era jovial e festivo, de palavra pronta, arguta, fácil, cheia de graça. De forma geral era ágil e atento em cada movimento da pessoa. Tinha os olhos redondos, pretos, muito vivazes: pareciam duas estrelas e eram belíssimos. A virtude e a santidade lhe eram muito importantes, levava tudo ao cumprimento. Reunia tantos dotes que dificilmente se pode encontrar em uma só pessoa. Todas essas qualidades eram reconhecidas por todos. Gabriel era realmente bonito na alma e no corpo”.

O velório e as exéquias são realizadas. Mas, mais que rezar para Gabriel, rezam a Gabriel: todos são convictos de depor no sepulcro, feito na cripta da igreja, não um cadáver mas uma semente destinada a florescer. O tempo, só Deus o sabe. Mas não será muito longo. Em 1866, os passionistas são expulsos do convento de Isola. Tudo parece entregue ao silêncio.

Ao invés, no ano de 1891 iniciam o processo para a beatificação de Gabriel; em 1892 realizada a exumação de seus restos mortais, acompanhada de chuva e de estrepitosos prodígios. Em 1894, os passionistas retornam a Isola chamados por um jovem estudante que não quer saber de estar morto. No dia 31 de maio de 1908 Gabriel é declarado beato; em 13 de maio de 1920 é proclamado santo com uma celebração verdadeiramente extraordinária para aquele tempo: estavam presente cerca de quarenta cardeais, trezentos bispos vindos de várias partes do mundo e uma multidão imensa.

O resto é história de um fascínio sempre crescente, de uma vida sempre mais cheia. Continua a ser a história de uma santidade que não conhece o fim. No mundo, são mais de mil Igrejas dedicadas a Gabriel. E nos Abruzzo, aos pés do Gran Sasso, onde um tempo se via uma pequena e solitária igrejinha, agora existe um dos santuários mais notáveis e mais queridos, que uma estatísca vaticana coloca entre os primeiros quinze santuários mais freqüentados de todo o mundo. Aqui, Gabriel chama, atrai e acolhe. Inumeráveis peregrinos o visitam. No seu sepulcro brotam graças sobre graças, surgem milagres estupendos. Para muitos doentes, Gabriel é a ultima esperança; para outros, é a única esperança. Para tantos chegar até sua tumba é o sonho longamente cultivado. E muitas vezes, a esperança não é desiludida: o milagre beija um coração aflito, cura feridas que sangram ou renova um organismo dado por incurável.
Gabriel está vivo, sorri ainda. Ainda presenteia com graças e milagres.

ORAÇÃO

Ó Jesus que fizestes de São Grabriel um modelo de amor à vossa Mãe, Maria Santíssima, fazei com que, seguindo o seu exemplo, mereça como ele, na vida e na morte, sua materna proteção. Amém.

Autor: Pe. Pierluigi Di Eugenio, CP
Tradução: Rel. Aurélio Miranda, CPCorreção: Maria Gonçalves de Assis (Tia Lili)Organização: Pe. Alex Antonio Favarato, CP – Reitor do Santuário São Paulo da Cruz.