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quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Agora temos um novo Site!

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Apesar de não excluirmos este blog, todas as postagens estarão no novo site, na página específica Blog. Não deixe de acessar e partilhar com seus amigos!
Que a Paixão de Jesus e as Dores de Maria Santíssima estejam sempre impressas em nossos corações!



quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

No dia de São Gabriel, uma nova Postulante!



No dia em que toda a Igreja e a nossa Congregação celebra com tanto júbilo o nosso querido Co-irmão São Gabriel de Nossa Senhora das Dores, a jovem Maisa Alves iniciou mais uma etapa do seu período de formação: o Postulantado. Que São Gabriel, Santa Gema e todos os santos e anjos intercedam por sua perseverança e fidelidade e que muitas outras jovens também possam dizer o seu SIM!






sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Cada Comunidade uma nova Vocação!

Testemunho de Vida


Irmã Maria Rosa de São Gabriel, CP

Irmã Maria Rosa de São Gabriel (Augusta Rodrigues), filha de Avelino Rodrigues e Roza Bufani, nasceu em Botucatu – SP a 16 de julho de 1915, dia de Nossa Senhora do Carmo, pela qual nutria terna devoção.
Recebeu o Batismo no dia 12 de agosto de 1915 na Catedral de Botucatu, onde foi também Crismada em 1918, com três anos de idade.
Foi uma jovem de grande piedade e comprometida com sua Comunidade Paroquial. Era membro da Ordem Terceira de São Francisco, Filha de Maria, Guarda de Honra do Santíssimo Sacramento, São José, Apostolado da Oração e Obra das Vocações.
Trabalhou como doméstica numa família muito querida, colaborando sobretudo na educação das crianças a qual deixou apenas para entrar no Mosteiro. Recebeu, no decorrer de toda a sua vida, mostras de muito carinho e amizade dessa família, sobretudo do Sr. Gastão, que sempre ligava para ela em ocasiões especiais, como seu aniversário e onomástico; estando também presente no dia de suas exéquias, acompanhou o seu féretro até ao cemitério, onde deu um belo testemunho de toda sua estima e gratidão, sobretudo atribuindo o desabrochar de sua vida cristã ao seu exemplo e maternidade espiritual.
Dedicava um amor todo especial para com os seus familiares. Sempre que eles vinham visitá-la ou ligavam, expressava-lhes muito carinho, tinha-os sempre presente em suas orações e falava deles à Comunidade com grande afeto e admiração, relembrando a piedade e virtude deles.
Entrou para o Mosteiro Passionista no ano de 1952, após fazer um “Retiro de Carnaval” no Mosteiro, com mais de sessenta jovens e senhoras, conforme o costume da época. Desse modo, foi a primeira vocação do Mosteiro Santa Gema que, naquele tempo, tinha se transferido de Botucatu para São Paulo, na Rua Lisboa, iniciando o Postulado no dia de São Gabriel da Virgem Dolorosa, 27 de fevereiro do mesmo ano.
No ano de 1953, no dia 03 de maio, deu início ao seu Noviciado, vestindo o Hábito da Paixão e recebendo o nome de Irmã Maria Rosa de São Gabriel. Maria, em honra da Mãe do Senhor e nossa; Rosa, em memória de sua mãe; e São Gabriel, para honrar seu santo irmão passionista e indicar seu projeto de vida – inspirando-se nesse querido missionário da Paixão, escolhendo-o como seu Patrono e Protetor.
No dia de seu aniversário, dia de Nossa Senhora do Carmo de 1954 professou os votos religiosos, na condição de Irmã Conversa. Três anos depois, no mesmo dia , em 1957, fez a Profissão Perpétua.
Com o Concilio Vaticano II, em 1964, abolida qualquer distinção entre irmãs conversas e coristas – concedendo-se a todas os mesmos direitos e deveres – Ir. Rosa, que tinha no seu coração esse espírito de humildade e serviço, pediu encarecidamente à comunidade para continuar realizando as atividades  que  antes  desempenhava,     além   de  rezar   as prescritas para as Irmãs Conversas no lugar da recitação da Liturgia das Horas. Nesse modo simples e humilde de ser, ela se sentia totalmente realizada, cumprindo sua missão de passionista, assemelhando-se ao seu Esposo Crucificado.
Dotada de extraordinária vitalidade, trabalhou com entusiasmo e dedicação na cozinha, lavanderia, galinheiro, horta, inclusive cortando lenha e na limpeza do mosteiro. Dedicava-se também na confecção de Agnus Dei, preparação de selos para as missões, relíquias do santos, etc.
 Em 1967 manifestou-se-lhe uma angina pectore, mas o seu coração teve que pulsar ao ritmo do entusiasmo do peito daquela que o trazia até maio de 2007 não obstante a “sentença de morte” que acompanhou o diagnóstico: “a qualquer momento ela pode cair morta no corredor”.
Viveu com extraordinário empenho a santa pobreza. Dedicou-se à oração e intercessão, sobretudo pela conversão dos pecadores, pelos agonizantes, santas almas do purgatório, os sacerdotes - pelos quais nutria um carinho especial - e pelas vocações. Recitava o Rosário sempre de joelhos, superando nisso as demais Irmãs. Fazia muitas vezes ao dia visita a Jesus Sacramentado e dedicava um amor especial ao Divino Pai Eterno. Tinha uma memória admirável, recordando-se das intenções de orações pedidas depois de transcorrido muito tempo, perguntando e interessando-se por essas pessoas.
Apesar da angina de peito, arritmia e após os 80 anos, freqüentes pneumonias e edema pulmonar, tinha uma disposição invejável, subindo na cadeira para tirar o pó dos móveis e adornar as imagens da Santíssima Virgem da Biblioteca, e até mesmo sentando-se no chão nas recreações, levantando-se ágil e graciosamente em tão avançada idade.  Até às vésperas de sua morte, com seus quase 92 anos, ainda limpava e regava o jardim, além de cultivar plantas em vasos para adornar as imagens do Sagrado Coração de Jesus, Nossa Senhora e São José.
O seu tempo de recreação, nos últimos anos, constava de dois grandes atos de caridade. A primeira parte ela permanecia com Irmã Rosalia, limitada à cadeira de rodas; a segunda, quando a irmã enfermeira levava Irmã Rosalia para repousar um pouco, Irmã Rosa, ia secar louças. Nunca se permitia descansar após o almoço, nem quando se sentia mal, se a irmã cozinheira ou a despenseira estivessem sobrecarregadas.
Das diversas internações que sofreu nos últimos anos, seu modo de ser e suas palavras eram de edificação para todos os que a ouviam. Mesmo estando doente, na enfermaria, sempre procurava consolar as outras pessoas internadas com ela. Para essas pessoas como para todas as que a assistiam, como médicos e equipe de enfermagem, buscava sobretudo, nesses momentos, propagar o amor de Deus por nós, manifestado na Paixão de Jesus, além de divulgar a devoção do Santo Rosário, pedindo sempre a superiora que comprasse terços, para distribuir às pessoas com quem tratava, inclusive no hospital, aconselhando-as a praticar essa terna devoção à nossa Mãe do Céu.
Tinha um espírito muito jovial que apesar de estar em estado grave, no pronto socorro da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, deixou estupefato um médico, por sorrir com gosto ao vê-lo  colocar o estetoscópio dentro do bolso da manga do seu hábito*, na tentativa de auscultar-lhe os pulmões, enquanto era removida para a UTI. Ele então lhe disse: “Irmã a senhora está indo para a UTI, nunca vi um paciente sorrir nessas condições!”
Preocupava-se muito com as irmãs que a acompanhavam nas diversas internações no hospital, pedindo a elas que sempre descansassem. À irmã que a assistia no dia de sua morte e tinha consigo uma flauta, pois precisava treinar para poder apresentar a lição à professora, disse: “Não precisa se incomodar comigo, toca flauta aí”.
Sua última internação ocorreu no período em que todo o Brasil rejubilava com a visita do Santo Padre, o Papa Bento XVI. E, nesta ocasião, ofereceu de uma forma toda especial, a sua vida, pelo bom êxito da visita do Santo Padre e dos trabalhos que iriam ser realizados em Aparecida por ocasião da 5ª Conferência Episcopal Latino Americana e Caribenha. Após uma forte crise de insuficiência respiratória, na noite anterior a sua morte, pediu com confiança: “Jesus, se o Senhor quiser que eu continue aqui, sofrendo convosco, pela salvação das almas, pela 5ª Conferência,  pelos sacerdotes, pelos que estão passando fome..., me uno à vossa Vontade..., mas Jesus, eu gostaria tanto de unir-me PERFEITAMENTE convosco glorioso!”.
Graças a Deus, nos últimos dias, mesmo estando internada, teve toda assistência espiritual necessária, recebendo inclusive a Unção dos Enfermos, a Confissão e a Sagrada Comunhão apesar de todas as dificuldades.
Foi agraciada por um dom todo especial, sendo que no dia 15 de maio, véspera de sua morte, apontou para um determinado local e dizendo à Superiora que a acompanhava, que Nossa Senhora estava ali sentada e o Menino Jesus com os braçinhos abertos com repetidos gestos de ir para o seu colo. Apesar da insuficiência respiratória, arritmia cardíaca, broncopneumonia e tireoideopatia, ela sorria e, nesses momentos, não parecia estar enferma. Isto aconteceu diversas vezes durante esse dia e no seguinte.
Na manhã do dia, em que Jesus veio buscá-la, a Irmã que a assistia falou-lhe que era dia de Santa Gema e, Ir. Rosa então exclamou: “Eu quero ir para o Céu hoje. Ah! Se Santa Gema me levasse...”. Também chegou a dizer a Irmã que a acompanhava: “Fale para as Irmãs que se alguém tiver alguma coisa contra mim, eu peço perdão”. Recebeu Jesus Sacramentado, nesse dia, somente por volta das 21:30h – 22:00h pelos irmãos da Toca de Assis. Após receber a Comunhão, pediu para a Irmã cantar-lhe um canto da Paixão. Esta cantou-lhe a jaculatória do nosso Santo Pai, São Paulo da Cruz: “Senhor eu vos agradeço...”. Depois, agradeceu muito os irmãos da Toca de Assis, conversou animadamente com eles e contou-lhes que também pertencia à Ordem Terceira Franciscana.
Sua elevação pelas músicas religiosas, não foi só demonstrado nesse dia, ao contrário, tendo sido internada na noite do dia 12 de maio, já na madrugada do outro dia, a Irmã que estava junto dela nessa noite, foi despertada pelo seu canto. Ao ser questionada sobre o motivo que cantava, Ir. Rosa disse-lhe “Hoje é dia 13 de maio, dia de Nossa Senhora de Fátima, e estou pedindo para ela vir me buscar. Quem canta, reza duas vezes. Assim Nossa Senhora me atenderá mais rápido”. Nessa ocasião ela estava cantando: “A treze de maio” E assim era nossa Ir. Rosa, que mesmo não cantando alto no dia-a-dia nas celebrações litúrgicas, por dizer não ter “boa voz” sempre elogiava as Irmãs que preparavam os cantos, sobretudo na Santa Missa.
Foi chamada as 23:30h para estar junto de seu Esposo Amado, no dia em que celebrávamos Santa Gema Galgani, nossa Padroeira – 16 de
Maio de 2007, numa quarta-feira, dia dedicado a São José, santo tão querido e estimado por Ir. Rosa, além de ser mês de Maio –  consagrado a Maria; embora na certidão de óbito esteja registrado à zero hora do dia 17 de maio.
Na celebração de suas exéquias, Pe. Clóvis – CP, na Homilia, aconselhou-nos a não só fazermos nossos pedidos aos nossos queridos santos passionistas, mas de uma forma especial, a Ir. Rosa, pois ela, que vivia nessa comunidade, conhecia nossas necessidades e teria todo empenho em ajudar, assim como ajudou em vida. Também Pe. Vagner, que a assistiu no dia anterior no Hospital de Cotia, onde faleceu,  estava presente na celebração, fez   questão   de   dar   seu   testemunho,   ele   que  havia presenciado de uma forma especial sua “visão” e estava muito edificado com o seu testemunho de vida.
São Paulo, na Carta aos Coríntios fala: “por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade – as três. Porém a maior delas é a caridade”. (ICor 13,13) E, é essa caridade, demonstrada no dia-a-dia de sua existência que Irmã Rosa exalou e deixou-nos o exemplo.
Após sua morte, mesmo com todo o sentimento de luto, a comunidade foi inundada por uma confortadora alegria espiritual, na certeza que ela já estava na companhia de seu Esposo Amado, conforme sempre esperou e tinha certeza que não seria decepcionada.

       “A Esperança não decepciona e castigado não será quem nele espera.” (Rm 5,5; Sl 33(34),23b)

Peçamos ao nosso Deus de Amor, que a acolha no seu Divino Coração e, que ela, junto de Nosso Senhor, interceda por todos nós que continuamos nossa peregrinação à Pátria celestial.





quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Cada comunidade uma nova vocação

Testemunho de Vida


No dia de Todos os Santos, 6 de novembro de 2011(no Brasil), nossa querida Ir Maria Rosalia foi ao encontro do seu Esposo dileto, voltando para a Casa Paterna.

Como é tradição em nossa Congregação, recolhemos alguns dados de sua profícua vida.
O texto a seguir está dividido em duas partes. Na primeira, aproveitamos o testemunho vocacional que a própria Ir. Rosalia escreveu a pedido das irmãs, e foi publicado em um folheto vocacional no ano de 2002, com pequenas abreviações, com sua aprovação. Aqui o intitulamos de “Pequena autobiografia”. Na segunda parte, acrescentamos alguns dados relevantes de sua vida e o chamamos de “Um dom de Deus para nós!”.

     Teríamos muito a escrever, mas esperamos que o essencial esteja neste texto e todos possam conhecer um pouquinho mais o grande dom que foi a nossa saudosa Irmã para a nossa Comunidade, a Congregação, a Santa Igreja e toda a humanidade.

    A você que lê estas páginas, pedimos não se esqueça de fazer uma prece em sufrágio de sua alma.





Pequena autobiografia

Eu sou Irmã Maria Rosalia do Sagrado Lado de Jesus.
Meu pai chamava-se José Giacobe e mamãe, Catarina Defávare.

Nasci na cidade de Rio das pedras, no interior de São Paulo, no dia 8 de agosto de 1924.
Fui batizada com apenas 8 dias de idade; crismada com 2 aninhos. Eu não tinha ainda 6 anos de idade, quando recebi pela primeira vez a Eucaristia, isto porque na família havia Frades e Freiras, o que ajudou-me a amar a Jesus desde pequenina.
Neste dia fiz o meu voto de virgindade e o coloquei nas mãos de Nossa Senhora, para que ela me auxiliasse a guardá-lo intacto.

           Aos 10 anos de idade, perdi a minha querida mãe e com todo o amor possível cuidei dos meus irmãos e irmãs pequeninos. Minha irmãzinha caçula faleceu nos meus braços 10 dias após minha mãe. Eu cuidei dos meus irmãos durante um ano, mas meus tios e tias freiras resolveram levar-nos para um colégio. Os dois garotos foram levados para o Seminário, onde o nosso tio frade, irmão de mamãe era Reitor. Mas nenhum dos dois tornou-se padre.

         Eu e minha irmã fomos levadas para um colégio em Campinas, onde pudemos estudar e aprender tanta coisa útil para a vida. O meu irmãozinho Inácio Paulino foi levado para a casa da tia Maria, que tinha 12 filhos e hoje é irmão Marista, educador e formador da juventude.

        Papai ficou sozinho e trabalhava na oficina, por conta própria, como carpinteiro especializado. Nossos familiares sempre lhe diziam: Sr. José case-se!.. Será melhor que ficar sozinho. E o papai depois de 8 anos de viúvo, casou-se com uma excelente senhora portuguesa, modista, Adelaide. Mas, a felicidade durou apenas 11 meses, pois o nosso querido pai faleceu de enfarto fulminante, com apenas 43 anos de idade...

      Mas, tudo passou... Continuei estudando, fazendo os cursos de bordado, flores, datilografia, música. E as Madres do colégio, observando que eu tinha capacidade para a música, inscreveram-me num Conservatório, mas eu lhes disse: “Minhas queridas Madres, não gastem dinheiro comigo, porque quero ser monja de Clausura”. Que luta para as Madres deixarem-me sair de lá; foi um grande sofrimento para elas e para mim... Mas graças ao bom Deus superei também isto.

       Escrevi para o meu tio frade capuchinho para que providenciasse um mosteiro para mim. Ele era muito amigo de Frei Manuel, confessor das Madres Fundadoras do mosteiro passionista no Brasil. Frei Manuel logo me respondeu uma carta muito carinhosa que me dizia assim: “ Quero que você venha logo, as Madres me falaram que o ninho está pronto”. Daí eu me apressei em arrumar os poucos bens que tinha e pedi ao tio José, Irmão de minha madrasta para me acompanhar... Ele é o pai dos meus 12 primos, filhos da irmã de minha mãe, a querida tia Maria.

        Mas, acontece que nos primeiros meses eu sofri muito, porque não entendia a língua (italiana) das Madres fundadoras, e menos ainda a reza do Ofício Divino, em latim; eu não entendia nada.

      Ainda bem que o Padre Passionista (que nos assistia), nos chamava de vez em quando para conversar. Então eu lhe dizia: “Não quero mais ficar aqui... eu não entendo nada o que as Madres fundadoras falam... não entendo nada do Ofício Divino, por isso, eu vou embora”. E o Padre com toda a paciência dizia-me: “Você não vai embora de jeito nenhum, devagar vai aprender o italiano, o latim e vai sentir-se feliz”. Essa luta durou para mim quatro meses...

       Depois de um ano e dois meses de postulado e um ano de noviciado, todas nós, Irmã Crucifixa, Irmã Ângela Tereza, Irmã Constância (minhas companheiras noviças) e eu, a caçula da Comunidade, professamos os Santos Votos...

        Depois de três anos de formação, as Madres Fundadoras me admitiram à Profissão Perpétua. Oh! Que alegria!!! Que júbilo!!!
        Agora sou esposa de Jesus para sempre... Esta maravilha aconteceu no ano de 1946.

        No ano de 1971 celebrei minhas Bodas de Prata de Consagração Monacal e em 1996 as de Ouro...
        Agora, já estou com 76 anos de idade e 57 de Consagração Religiosa. Devo cada dia mais amar o meu Esposo Jesus e agradecê-LO por tão grandiosas graças que me concedeu por sua infinita misericórdia. Que Ele seja louvado e agradecido. Que a Mãe de Jesus O agradeça por mim, pois quando a graça é tão grande e maravilhosa, Ela, a Mãe de Jesus, fará o que me é impossível.

       Agradeço a Deus, à Virgem Maria e às Madres Fundadoras que já estão no Céu; agradeçam a Deus por mim e intercedam por todas nós desta nossa querida Comunidade do Mosteiro de Santa Gema, São Paulo, Brasil.

                                   Irmã Maria Rosalia do Sagrado Lado de Jesus






                          Um dom de Deus para nós!


Irmã Rosalia tinha uma dose de ingenuidade a mais do que o comum dos mortais; meiga, delicada e respeitosa, sem deixar de ser franca; era agradável viver ao seu lado.

    Foi sempre fiel à sua vocação, fervorosa e pontual, pronta para servir e colaborar, com simplicidade e generosidade, com muito amor, alegria e entusiasmo. Tocava harmônio muito bem.  Na Comunidade, exerceu diversos ofícios. Foi Mestra das Educandas, antes do Vaticano II; Superiora interina do Mosteiro de Palmas, PR, na sua fundação e no nosso Mosteiro conselheira por muitos anos e uma ótima enfermeira. Eficiente nos trabalhos aproveitava ao máximo o tempo: terminava prontamente as obrigações de seu ofício, retirava-se à Cela onde, serena e ágil como uma fada, bordava toalhas de Altar e alfaias como poucas pessoas. Desde 1976 até as proximidades do ano 2000 de modo geral todo o trabalho de datilografia no Mosteiro era seu.

        Ir. Rosalia passou seus últimos 7 anos na cadeira de rodas. Isto se deu na mesma semana em que fez o voto de imolação pelos sacerdotes. Sofreu fratura do fêmur, cuja cirurgia ocasionou trombose que, com os agravantes mal de Parkinson e idade avançada, impossibilitou nova intervenção cirúrgica, indispensável para sua recuperação. Apesar disso sempre teve esperança de andar. A cadeira de rodas, porém, não a impossibilitou de cumprir a observância, estando sempre presente nos atos comuns, com o seu fervor, salmodiando com as irmãs, Fazendo ardorosas preces na Liturgia das Horas. Igualmente na Santa Missa, participava com toda atenção, piedade e fervor, respondendo as aclamações e cantando com entusiasmo. Passava a maior parte do tempo livre no Coro ou na Cela, em oração ou leitura espiritual.
       
         Jamais se deixou levar pelo desânimo, desta forma participava mais intimamente da Paixão de Jesus e, unida aos seus méritos, ajudava na salvação das almas; pedia, particularmente pela nossa amada Congregação – da qual nutria um amor indescritível – e santificação de todos os sacerdotes.


       Estava sempre com o sorriso nos lábios; gostava de “cumprimentar” a Jesus Sacramentado com uma salva de palmas e com as palavras “ Jesus estou aqui”... Com espírito de fé, ao retirar-se do recreio à noite, pedia a bênção para a Madre e, por humildade, nos dois últimos anos, a todas as irmãs que estavam na sala.

       Há dois anos foi operada da vesícula e diagnosticado câncer. Os médicos avisaram que não havia o que fazer, nem cirurgia, nem radio ou químio... Suportou com muita paciência e serenidade náuseas e outros incômodos, sem perder o bom humor.
        Sua partida foi serena e rápida. Participou da Santa Missa até o dia em que Jesus veio buscá-la, data muito especial: Dia de Todos os Santos. Às 19:00hs começou a sentir falta de ar e as irmãs enfermeiras notaram que sua partida era iminente. Uma delas foi chamar as irmãs que estavam saudando os Anjos para iniciar o recreio. Todas chegaram a tempo de vê-la partindo. A Madre iniciou o “Terço da Misericórdia”. Enquanto todas rezavam, três irmãs a tomaram nos braços e levaram-na para o carro onde outra irmã já a esperava para levá-la ao Pronto Socorro. No Pronto Socorro, fizeram o eletro e outros exames, constatando que ela já tinha retornado a Casa do Pai. Toda a Corte Celeste já a havia buscado para junto de seu Esposo Divino.
     Ir. Rosalia foi velada na Capela do nosso Mosteiro. Seus familiares sempre estiveram presentes no decorrer de toda a sua vida com um carinho muito especial não deixavam de vir prestar-lhe a última homenagem e a acompanharam até o seu sepultamento. Estava presente, entre outros dois de seus irmãos: Olavo e Ir. Paulino. Este último, era o seu “xodó”, pelo fato de ser o caçula e ter-lhe feito às vezes de mãe quando seus pais morreram e por ser um religioso: Irmão Marista.
Sua Família religiosa se fez presente na pessoa de seu Superior e de um Confrade. A Missa Exequial foi presidida pelo seu Diretor Espiritual que é também nosso Capelão, Pe. Carlos, e concelebrada pelo Pe. Everaldo. Tivemos também nesse dia a presença confortadora de nosso Bispo Dom Ercílio, alguns sacerdotes da Diocese e os amigos que conseguimos contatar.

          Irmã Rosalia deixou uma grande saudade. Sua memória e seu testemunho de vida é um estímulo permanente em nossas vidas. Além de tudo, não podemos deixar de mencionar que com ela encerra a primeira geração das Monjas Passionistas no Brasil.

Comunidade no dia da transferência de Botucatu para São Paulo



quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Cada comunidade uma nova vocação!

Testemunho de Vida

No dia 12 de agosto de 2018, nossa querida Madre Angélica completaria 106 anos. Aproveitamos esta data para recordá-la através do seu testemunho vocacional.



Madre Maria Angélica do Preciosíssimo Sangue, CP
( Maria Cardi )

* 12 – 08 – 1912 Itri – Itália
10 – 09- 2003 S. Paulo – Brasil

         “ Por um vivo sentimento de gratidão, sinto-me impelida a manifestar o meu reconhecimento para com Deus e a minha Congregação que me acolheu.
        Sou italiana, residente no Brasil desde 1936, com 89 anos de idade, mas com um entusiasmo juvenil, graças à Deus. Desde pequena senti-me chamada à vida religiosa, mas infelizmente, na idade de 14 anos, comecei a sentir atrativos para as coisas do mundo e abafei a graça da vocação, até cheguei a aceitar uma proposta de matrimônio. Mas, Jesus que na sua infinita misericórdia velava sobre mim e queria o meu coração só para si, não permitiu que se efetuasse e agiu de um modo admirável.
            Serviu-se de uma minha amiga de infância, agora religiosa, que antes de entrar no Convento sabia da minha vocação, mas, depois de feita religiosa não tínhamos correspondência epistolar.
          Um belo dia, ela escreveu à sua mãe perguntando-lhe por mim e dizia-lhe: “Maria que pense bem, porque ela não foi feita para as coisas deste mundo!” E a sua mãe ao referir-me estas palavras, me repetiu: “Pense bem, porque Ermínia ( a filha) falou assim!”.
         Essas palavras das duas foram como uma lançada ao meu coração, mas, foram palavras de vida e a vocação que até então parecia apagada, germinou de novo, e mediante uma novena que fiz à Nossa Senhora das Graças, senti tanta força e coragem de despedir o moço, deixar o mundo e entrar na Congregação Passionista de Clausura Contemplativa, na qual, me acho feliz. Eu tinha 21 anos de idade.
         Agora vou contar brevemente porque me acho no Brasil:
         Passado um ano depois da minha Profissão Temporânea, Jesus exigiu de mim um desapego total da minha Pátria, a Itália e dos meus familiares. Os Superiores quiseram que eu e mais seis irmãs, tomássemos parte de uma fundação no Brasil. Eu respondi que iria se fosse a vontade de Deus. Eles me responderam assegurando-me que era, porque, antes de escolher as religiosas para esse fim, tinham invocado o Espírito Santo. Então, escrevi para os meus pais, notificando-lhes a minha próxima transferência. Tal notícia, revolucionou a minha família. Por eu ser filha única com um só irmão, minha mãe tinha um carinho especial por mim e por mim era correspondido; logo que soube, pegou o trem e foi ao mosteiro para dissuadir-me. Toda angustiada suplicava-me para não ir tão longe. Naquela hora lembrei-me que Deus está acima dos pais e com a vontade de Deus não se discute; fiquei firme e sempre repetindo-lhe: é vontade de Deus que eu vá. Ela tão piedosa me intimou a deixar o Convento e voltar para a família! Nessas horas de grande prova, uma mãe afetuosa fala o que lhe dita o coração, Jesus perdoa, e eu com o coração retalhado de dor por vê-la sofrer tanto por minha causa, precisei ficar firme a não ceder.
     Oh! Santa vontade do meu Jesus! Profundamente humilhada no meu nada, eu te adoro e agradeço, porque, quem deu-me forças para dominar os ímpetos amorosos do meu coração para com minha querida mãe? foste Tu, ó Jesus, porque na tua bondade nunca nos pedes coisas impossíveis e estais sempre pronto com a tua graça para nos ajudar”...
       Com o tempo, minha mãe acalmou-se, conformou-se com a vontade de Deus e ficava tão feliz quando recebia minhas cartas, com as notícias do meu querido Brasil, que amo e considero minha segunda Pátria.
        A minha história é um tanto original, porém posso afirmar que nos contratempos e dificuldades de que é semeada a vida, e que bem nos fazem  participar da Paixão de Cristo, nunca vacilei e nunca me arrependi de ter deixado o mundo seguindo a vida religiosa e de ter vindo ao Brasil!
         Se o mundo soubesse como o Senhor recompensa a quem se lhe doa inteiramente! Como dizia o jovem Passionista São Gabriel da Virgem Dolorosa: “ Os conventos ficariam cidades e as cidades desertas...”  É  mesmo assim!”

         Madre Maria Angélica do Preciosíssimo Sangue

                          Concluamos sua história:
 No mosteiro foi sempre uma religiosa exemplar. Com seu bom espírito, bondade, simplicidade e verdadeira caridade, tornou-se uma das colunas fundamentais na edificação da Comunidade deste Mosteiro. Contribuiu muito, quase sempre como Vigária, Conselheira e, sobretudo, como Mestra de Noviças. Sua admirável lucidez e juventude do coração, permitiu que aos 90 anos fosse ainda eleita 2ª Conselheira e continuasse integrando a Equipe de formação, como também atuar até a morte como Organista e Compositora. Apesar de seus achaques acompanhou sempre a Comunidade em todos os “Atos Comuns”, até os seus últimos dias. Estando dispensada a alguns anos de levantar-se à 1:30hs. da madrugada para as Matinas, fazia-o em todas as Solenidades e algumas festas, tocando com entusiasmo o órgão. Era sempre uma das primeiras a chegar.
Madre Angélica com a Comunidade no Mosteiro na rua Lisboa

          
Rezava todos os dias a Coroa de São Miguel Arcanjo por todas aquelas que tinham sido suas Formandas, tanto as que perseveraram como as que saíram. Rezava muito e pedia que se mandasse celebrar Missas pelas Almas do Purgatório. Seu amor apaixonado a Gesú, Seu Divino Esposo, era impressionante; sempre que falava dele, tinha lágrimas nos olhos. Todos os dias sentava-se diante do Tabernáculo e ali ficava por longo tempo. Às vezes, julgando-se só na Capela, cantava a Jesus, muito baixinho, para não quebrar o silêncio, cantos de amor, de ação de graças e adoração. Era sumamente agradecida; a Vontade de Deus, era o que buscava e ensinava a buscar. Seu lema era: “Sim, Pai!”.
         Tinha um grande zelo pela glória e serviço de Deus, pela Santa Igreja, pela salvação das almas; pela propagação da Paixão de Jesus  e das Dores de Nossa Senhora; sua intercessão mais insistente era pelos agonizantes e pecadores, pelas vocações e pelos sacerdotes. Seu amor ao Santo Padre e ao Bispo Diocesano era de uma ternura encantadora. Alegrava-se e apoiava com entusiasmo e carinho qualquer santa iniciativa, das Superioras, da Comunidade e das irmãs individualmente. Foi para todas nós modelo de verdadeira Monja Passionista, foi aqui na terra e continua sendo no Céu, a nossa “Matriarca”.


                  Interceda por nós,
                                               Madre Angélica!

domingo, 21 de agosto de 2016

CORAÇÕES AO ALTO!


            Uma data a ser celebrada!
            Maria foi elevada aos céus!!! Privilégio tão caro e celebrado pelo nosso Fundador São Paulo da Cruz.
            Uma outra Maria, Irmã Maria da Paz foi para o céu!
            Mês vocacional, dia que se comemora a vocação à Vida Consagrada!
            Momento oportuno para agradecer, recordar e avaliar a nossa vocação: o chamado e a resposta. Dom gratuito de Deus que exige uma resposta consciente e livre de nossa parte!
            Em nossas Santas Regras temos clara a ligação entre o Sim dado pela Virgem Maria e o Sim que somos chamadas a dar a cada instante de nossas vidas... por isso somos exortadas a pedir à Mãe de Jesus, aos pés da Cruz, a plena inteligência desta oferta que ela fez, por primeiro, ao Senhor. “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra!”. Lc 1,38
            Consciência e inteligência da vocação, podemos dizer, que a nossa querida Irmã Maria da Paz tão bem o teve. Em um testemunho vocacional para o livro “O Mistério das Clausuras” do Pe. Afonso de Santa Cruz, a Irmã escreveu:
                        Oxalá cada um de nós, religiosas e religiosos, possamos dizer as mesmas palavras!
            “O mosteiro passionista, continua a Religiosa,  foi sempre para mim, permanecer ao pé da Cruz de Jesus junto à Mãe Dolorosa e neles encontrar toda a humanidade para amá-la como jamais”.
            Queremos prestar nossa homenagem, nosso carinho e admiração por tão cara Irmã que as Vésperas da Assunção da Virgem Maria aos céus, foi chamada para a Casa do Pai das Misericórdias.
            Para nós, deixa-nos um belo testemunho de vida consagrada, um exemplo de dinamismo, ardor missionário e desejo de implantação e propagação do carisma e espiritualidade passionista em todos os corações. Pois, afirmava a Irmã, “quando se vive ardorosamente um ‘ideal’, tudo é luz, amor e as dificuldades que possam surgir se desvanecem diante do Absoluto em que nos imergimos”.
            Unimos, neste momento, à sua querida Comunidade – Mosteiro São Paulo da Cruz – e a todos os seus parentes e amigos, neste momento de dor e separação, mas alegre na certeza de que a Irmã Maria da Paz foi verdadeiramente introduzida “no abismo sem fundo do mar imenso do amor e da dor de Jesus e qual ‘gotazinha’, deslizou para este mar adentro, morrendo a si mesma para viver o Mar”. (Ir. Maria da Paz)
            Interceda por nós, querida Irmã Maria da Paz, para que também possamos viver a “Festa do Mergulho” [título do testemunho vocacional] e que muitas Jovens sintam-se atraídas para consumir suas vidas no mar de amor, dor e misericórdia da Paixão de Jesus, como Monjas Passionistas!
            Feliz Dia da Vida Consagrada!
            Nossa Senhora da Assunção, interceda por nós a Jesus e tenha ao seu lado a nossa querida Irmã Maria da Paz!          
            Descanso eterno dai-lhe, Senhor, e a luz perpétua a ilumine! Descanse em paz. Amém!

Mosteiro Santa Gema, 21 de agosto de 2016
  

Citações extraídas do livro: “O Mistério das Clausuras”, Pe. Afonso de Santa Cruz, p. 15-18.

domingo, 10 de julho de 2016

Profissão Perpétua
Ir. Luzia Daniela da Trindade, CP




“Somente no céu se conhecerá o amor que encerra o fato de que o Senhor escolha uma pobre criatura para viver sempre em sua casa e a seu serviço para gastar e colocar em seu favor as energias, o talento, a saúde, a existência inteira na renúncia de si pelo sacrifício... É Ele quem chama, e a alma lhe cabe responder, dar o Sim, o Fiat, como lhe deu Maria à proposta do Amor infinito”... dizia a Venerável Madre Madalena de Jesus Sacramentado, Monja Passionista.

No dia 02 de julho de 2016 a Ir. Luzia Daniela da Trindade deu o seu Sim definitivo com a Profissão Perpétua. Para a nossa Comunidade é uma alegria oferecer mais uma alma para Deus e pedimos ao Senhor que a chamou que lhe dê todas as graças e perseverança no cumprimento fiel da sua vocação e missão na Igreja. Agradecemos de uma forma especial os seus pais – Benedito Tadeu e Maria do Carmo – seu irmão, sobrinha, familiares e amigos que estiveram presentes neste dia tão especial, como também o nosso querido Pastor Dom João Bosco Barbosa de Sousa e os presbíteros Pe. Rocha, Pe. Júlio, Pe. Vittório, Pe. Alexandre Pessoa como os seminaristas. Que o Senhor que a chamou, possa chamar muitas outras almas generosas para o seu seguimento através do carisma e espiritualidade da Paixão! Pois “o chamado de Deus à Vida Religiosa supõe um número de graças tão imenso que não é possível conhecê-las nesta vida mortal!” (Ven. Madre Madalena, CP)

Veja mais em: 
http://www.diocesedeosasco.com.br/noticias/profissao-perpetua-de-ir-daniela-da-trindade.html
https://www.facebook.com/mosteirosantagemabrasil?_rdr=p


domingo, 12 de junho de 2016

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Novena a São Gabriel da Virgem Dolorosa - 9º dia

ORAÇÃO INICIAL

Ó soberano Senhor e santificador das almas, prostrados ante a vossa infinita majestade, louvamos e bendizemos a incomparável grandeza e liberalidade com que elevastes São Gabriel ao supremo grau da perfeição, por meio de um amor fervorosíssimo à Rainha dos Mártires. Pelos méritos deste amantíssimo servo de Maria, pela glória de tão excelsa Senhora e de São Gabriel, imploramos a graça particular que por este exercício esperamos obter (pedir a graça) e principalmente a de imitarmos este admirável Santo, a fim de podermos conquistar a sua graça na terra e sua glória por toda eternidade. Amém.

NONO DIA
Morte preciosa de São Gabriel

Maria, após uma vida santíssima, viu chegar a sua “hora”, com o maior consolo e alegria. Foi o triunfo do Amor, a coroa de suas vitórias, o princípio do seu gozo eterno com o saudosíssimo Filho. São Gabriel sempre esteve a espera do seu Deus. Se o anúncio de sua chegada viesse na cama?... Continuaria a dormir. Se fosse enquanto comia?... Continuaria a comer, etc.
Com alegria Gabriel viu chegar a hora de sua morte. Os assistentes vendo-o tão jubiloso admiravam-se; estava tranquilo, feliz, com o pensamento em Deus e em Maria. Imóvel, extático, com o mesmo sorriso e olhar aberto, apertando ao peito a imagem do Crucificado e da Mãe Dolorosa, Gabriel espera a chegada do seu Deus e Senhor. Maria se antecipa, consolando-o e na quarta-feira de cinzas, dia 27 de fevereiro ele deixa este vale de lágrimas voando para o banquete das núpcias eternas com o seu Bem Amado.

ORAÇÃO FINAL 
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

Senhor, muitas vezes temos com os nossos pecados merecido a morte do pecador em vez da do justo, mas confiando na vossa infinita misericórdia, na vossa Paixão e Morte, nas dores de Maria, nos méritos de São Gabriel, imploramos misericórdia e perdão, agora mas principalmente na hora da nossa morte para gozarmos, eternamente, com São Gabriel, a glória que nos merecestes. Amém.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Novena a São Gabriel da Virgem Dolorosa - 8º dia

ORAÇÃO INICIAL

Ó soberano Senhor e santificador das almas, prostrados ante a vossa infinita majestade, louvamos e bendizemos a incomparável grandeza e liberalidade com que elevastes São Gabriel ao supremo grau da perfeição, por meio de um amor fervorosíssimo à Rainha dos Mártires. Pelos méritos deste amantíssimo servo de Maria, pela glória de tão excelsa Senhora e de São Gabriel, imploramos a graça particular que por este exercício esperamos obter (pedir a graça) e principalmente a de imitarmos este admirável Santo, a fim de podermos conquistar a sua graça na terra e sua glória por toda eternidade. Amém.

OITAVO DIA
Caridade Fraterna de São Gabriel

Maria após a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus, levou uma vida oculta e a Bíblia pouco a nomeia. Em companhia do apóstolo São João, passou fazendo o bem e animando a comunidade da Igreja nascente, sem alarde e no silêncio da prece, considerando tudo o que sucedera na Paixão do seu divino Filho. Gabriel, seu devotado filho a imitou, perseverando na meditação da Paixão e praticando a virtude da caridade para com todos, em especial, com seus coirmãos.
A caridade maior é a que se exerce em prol da salvação dos irmãos, o apostolado. O comportamento virtuoso de Gabriel, seu porte humilde, modesto e recolhido estimulava a todos a prática da virtude e suas palavras eram um verdadeiro bálsamo para os corações.   

ORAÇÃO FINAL 
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

Senhor, muitas vezes temos com os nossos pecados merecido a morte do pecador em vez da do justo, mas confiando na vossa infinita misericórdia, na vossa Paixão e Morte, nas dores de Maria, nos méritos de São Gabriel, imploramos misericórdia e perdão, agora mas principalmente na hora da nossa morte para gozarmos, eternamente, com São Gabriel, a glória que nos merecestes. Amém.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Novena a São Gabriel da Virgem Dolorosa - 7º dia

ORAÇÃO INICIAL

Ó soberano Senhor e santificador das almas, prostrados ante a vossa infinita majestade, louvamos e bendizemos a incomparável grandeza e liberalidade com que elevastes São Gabriel ao supremo grau da perfeição, por meio de um amor fervorosíssimo à Rainha dos Mártires. Pelos méritos deste amantíssimo servo de Maria, pela glória de tão excelsa Senhora e de São Gabriel, imploramos a graça particular que por este exercício esperamos obter (pedir a graça) e principalmente a de imitarmos este admirável Santo, a fim de podermos conquistar a sua graça na terra e sua glória por toda eternidade. Amém.

SÉTIMO DIA
Vida interior de São Gabriel

Maria, tendo a alma transpassada por pungentíssima dor, após as exéquias do seu divino Filho, retirou-se para casa, pensando sempre no seu Jesus, no suplício da crucifixão, lembranças que constituíam a vida do seu coração. De acordo com o sentir comum, pessoa ativa é a que se ocupa exclusivamente em obras exteriores. Descurando a atividade reflexiva, não se recolhe, não medita, não reza nem contempla a Deus.
Gabriel nos indica um caminho de vida interior profunda, vivida no interior do claustro e de todo voltada para o cumprimento dos seus deveres religiosos sendo fiel até nos mínimos detalhes.

ORAÇÃO FINAL 
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

Senhor, muitas vezes temos com os nossos pecados merecido a morte do pecador em vez da do justo, mas confiando na vossa infinita misericórdia, na vossa Paixão e Morte, nas dores de Maria, nos méritos de São Gabriel, imploramos misericórdia e perdão, agora mas principalmente na hora da nossa morte para gozarmos, eternamente, com São Gabriel, a glória que nos merecestes. Amém.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Novena a São Gabriel da Virgem Dolorosa - 6º dia

ORAÇÃO INICIAL

Ó soberano Senhor e santificador das almas, prostrados ante a vossa infinita majestade, louvamos e bendizemos a incomparável grandeza e liberalidade com que elevastes São Gabriel ao supremo grau da perfeição, por meio de um amor fervorosíssimo à Rainha dos Mártires. Pelos méritos deste amantíssimo servo de Maria, pela glória de tão excelsa Senhora e de São Gabriel, imploramos a graça particular que por este exercício esperamos obter (pedir a graça) e principalmente a de imitarmos este admirável Santo, a fim de podermos conquistar a sua graça na terra e sua glória por toda eternidade. Amém.

SEXTO DIA
Devoção de São Gabriel à Ssma. Virgem Maria

Na 6ª dor contemplamos Maria tendo nos braços maternos o corpo de Jesus descido da Cruz. Esta dor constitui o quadro mais terno e capaz de converter até o coração mais endurecido.
Desde criança Gabriel tinha um singular amor a Mãe Dolorosa, amor que se tornou depois um abismo insondável... Quando alguém se apaixona por um grande ideal, não se contém e é impelido a se expandir. Gabriel foi o apóstolo de Maria, quando dela falava era com grande eloquência. A devoção a Mãe de Deus lhe imprimiu fisionomia de todo própria; o amor saiu dele para se fundir no amor de Maria, para formar um só coração. 


ORAÇÃO FINAL 
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

Senhor, muitas vezes temos com os nossos pecados merecido a morte do pecador em vez da do justo, mas confiando na vossa infinita misericórdia, na vossa Paixão e Morte, nas dores de Maria, nos méritos de São Gabriel, imploramos misericórdia e perdão, agora mas principalmente na hora da nossa morte para gozarmos, eternamente, com São Gabriel, a glória que nos merecestes. Amém.