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sexta-feira, 31 de março de 2017



Nesta sexta feira, tomemos como ponto de referencia para a  nossa Memoria Passionis a Via sacra e meditemos este caminho de amor percorrido por Jesus com o auxílio de uma Monja Passionista, espanhola, que tão bem soube viver o nosso carisma: Madre Soledad!



VIA SACRA PARA AS ALMAS UNIDAS


ORAÇÃO INICIAL
“Ato de Abandono”
Meu Deus e Pai, dou-me a vós sem reserva, para que faça de mim e das minhas coisas o que seja para vossa maior glória. Quero que a minha oferta seja total, perpétua, invariável. Aceito, a partir de agora, não somente com submissão, mas com livre eleição de vontade, as adoráveis disposições da vossa providência sobre minha pobre pessoa, convencida de que este é o meio mais seguro para vos ser agradável e conseguir o grau de santidade a qual me chamaste. Não temo os rigores da vossa justiça porque sois meu Pai e meu Redentor, e não podeis deixar de amar em mim a alma arrependida que não terá outra momento para vos ver um dia nos esplendores de vossa glória no céu e vos amar por toda a eternidade.
Minha Mãe, fazei que eu seja fiel a Jesus   [ e percorra com Ele a Via Sacra]. Amem.

I Estação: JESUS É CONDENADO A MORTE
Senhor, por vosso amor, quero me condenar a morte, me destinar ao sacrifício, celebrar a cada dia a minha Missa com a oblação de todo meu ser e o louvor do meu coração. Fazei que não nutra afetos sensíveis que me impeçam de fazer-me hóstia e vinho para o altar.

II Estação: JESUS CARREGA A CRUZ
Vós tomastes a cruz, e eu quero imprimi-la no meu espírito, no meu corpo, no meu coração: que não entretenha, nem passe nos prazeres que me tornam incapaz de contentar-me somente de vós; que eu participe de vossas dores... que aspire completar a vossa paixão.

III Estação: JESUS CAI PELA 1ª VEZ
O sacerdote beija o altar... e Jesus beijou o solo, altar de sua oferta! Fazei, meu Deus, que saiba beijar o pó daquilo que me humilha, daquilo que me abaixa, daquilo que me diminui. Que não busque proeminência, e nem distinções; que coloque sempre os meus lábios nos vosso caminho de sangue; coloque também os meus pés sobre a trilha de vossos desprezos.

IV Estação: JESUS ENCONTRA A MÃE
As ofertas devem passar por sua intercessão. Tomai, Senhor, a minha vida das mãos de Maria Imaculada! Que o seu candor me espiritualize; que a sua integridade me sustente.

V Estação: JESUS É AJUDADO PELO CIRINEU A CARREGAR A CRUZ
Senhor, vos pedimos, aceitai-nos como aceitaste o auxílio de Simão Cirineu sobre o Calvário! Que permitas ao nosso amor compartir a vossa dor!
Como a gota de água que se perde no vinho, fazei que se misture nossa oblação em um só oferta ao Pai.

VI Estação: VERÔNICA ENXUGA A FACE DE JESUS
Um momento de decisão transcende toda a vida... é a hora do suscipe corajoso.... Alma de generosidade – linho branco do altar – desapegada de tudo, sem os vínculos da terra... Com capacidade de ser possuía por Cristo... num contato que permita reproduzir nela a sua Face... As aparências acidentais... mas dentro é Jesus!

VII Estação: JESUS CAI PELA 2ª VEZ
Uma outra vez na terra... para que eu não deixe de elevar minhas ofertas. Fazei que nenhum apetite me distraia; que consinta em esvaziar-me de todo afeto a mim mesma; que não me assemelhe a nenhuma criatura por nenhuma inclinação.
Que não ande buscando migalhas de pão das criaturas; que busque somente as abundâncias da divindade.

VIII Estação: JESUS CONSOLA AS MULHERES DE JERUSALÉM
Tenhamos na vida horas de lembrança das almas... por aqueles que padecem, por aqueles que sofrem rebelando-se e sem mérito...
Pelos órfãos de fé, esperança e de amor... soframos com coração católico, que todo o mundo participe do palpitar de nossa oblação.

IX Estação: JESUS CAI PELA 3ª  VEZ
Por terra, Senhor, na queda dos desprezos e privações! Tomai-me toda para vós, com vós e em vós, em uma doação de vítima pelo triunfo da vossa igreja, pela salvação, pela santidade dos vossos sacerdotes... em consagração total pelos totalmente consagrados. Que seja tolhido: minha vida, minha saúde, minha reputação, meus ideais! Não recuso as fadigas do caminho se vosso toque de amor me levanta e a vossa vontade divina me sustenta!

X Estação: JESUS É DESPOJADO DE SUAS VESTES
Jesus é desnudado sem lamentar-se... Como a alma deve se abandonar em silêncio por Deus. Silenciosamente, em modesta obscuridade, a sua ação nos tira as vestes da razão, os vestidos dos conceitos, o manto agradável do afeto e da vontade. Nudeza no alto do Calvário! Despojamento e vazio no mais íntimo da alma que deve desposar Cristo sobre a Cruz.

XI Estação: JESUS É CRUCIFICADO
Jesus colocado sobre a cruz, como uma oferta colocada com amor sobre o altar... Coberto com o sumo do seu sangue, como um cálice ungido de crisma... Senhor, fazei-me hóstia e vinho!... Fazei-me também altar!
Invadi-me com uma consagração que me transforme em vós... unida, fundida, identificada... 

XII Estação: JESUS MORRE NA CRUZ
Jesus morre sobre a Cruz. Sem explicações, sem justificações. Como blasfemo e como sacrílego. Como impostor. Copiá-lo é morrer assim, sem ambiente, sem compreensão, sem pressentimento do nosso Calvário, nem da nossa cruz.
Sem reflexo de glória, nem caminho de perfeição.
Senhor! Dai-me a graça de reproduzi-la na medida de vossos planos!... De saber expirar, sobre o leito, perdoando, redimindo, consumando um ideal! Que abandone assim a minha vida sem que ninguém recolha o seu gotejar... que assim se realize esta união convosco, que a minha alma tanto deseja.

XIII Estação: JESUS É DESCIDO DA CRUZ E ENTREGUE A SUA MÃE
Como um cacho de uvas exprimido... mas as suas chagas ficaram abertas, uma entrada de amor, como gotejando..., como a abertura na rocha para almas em solidão.
Senhor, que das vossas cinco chagas saiam raios que me atraiam com ferida de fogo tão forte, que para sempre me nutra de vosso amor!

XIV Estação: JESUS É SEPULTADO
Senhor, inacessível e oculto, que vos colocastes vosso refúgio nas trevas! Que eu seja para vós como o pedacinho no cálice do sacrifício!...Que tire de mim totalmente aquilo que repugna a vossa vontade divina, que conheça a divisão e a destruição, para que, sepultada em vós, conheça a ressurreição triunfante; que me perca, me submirja e me abisme na vossa inefável Trindade.

ORAÇÃO FINAL
Ó Jesus, adorando o vosso último suspiro, vos peço que recebas o meu, e na incerteza de ter a razão livre quando sair deste mundo, vos ofereço, desde agora, a minha agonia com todas as suas dores. Sendo vós meu Pai e meu Salvador, deposito em vossas mãos a minha alma, desejando que o meu último instante se una àquele de vossa morte e que a última batida do meu coração seja um ato de puro amor a Vós.

Reza-se um Pai Nosso, Creio e uma oração nas Intenções do Santo Padre, o Papa.

"Que a Paixão de Jesus Cristo esteja gravada em nossos corações, 
como selo de amor!"São Paulo da Cruz

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Novena a São Gabriel da Virgem Dolorosa - 1º dia


ORAÇÃO INICIAL

Ó soberano Senhor e santificador das almas, prostrados ante a vossa infinita majestade, louvamos e bendizemos a incomparável grandeza e liberalidade com que elevastes São Gabriel ao supremo grau da perfeição, por meio de um amor fervorosíssimo à Rainha dos Mártires. Pelos méritos deste amantíssimo servo de Maria, pela glória de tão excelsa Senhora e de São Gabriel, imploramos a graça particular que por este exercício esperamos obter (pedir a graça) e principalmente a de imitarmos este admirável Santo, a fim de podermos conquistar a sua graça na terra e sua glória por toda eternidade. Amém.



PRIMEIRO DIA
Obediência de São Gabriel

Maria ouviu a profecia de Simeão e o seu coração foi transpassado por uma grande dor. Submeteu-se, entretanto à Ssma. Vontade do Pai, aceitando a imolação e o sacrifício do seu divino Filho. Esta dor foi mais cruel e pungente do que a morte e acompanhou a Ssma. Mãe durante toda a sua vida.
Consideremos como São Gabriel, a exemplo de Maria, viveu profundamente esta virtude que é a obediência à vontade do Pai. Obedeceu em tudo e sempre, sem diferenciar o prazer do sofrimento, embora sentindo muitas vezes repugnância e dificuldade. Os Santos de ontem e de hoje, estão convictos destas verdades evangélicas e seguem sempre resolutos o caminho da crucifixão, que é caminho da glorificação e ressurreição com Cristo. Assim fez o nosso querido coirmão.




ORAÇÃO FINAL 

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.


Senhor, muitas vezes temos com os nossos pecados merecido a morte do pecador em vez da do justo, mas confiando na vossa infinita misericórdia, na vossa Paixão e Morte, nas dores de Maria, nos méritos de São Gabriel, imploramos misericórdia e perdão, agora mas principalmente na hora da nossa morte para gozarmos, eternamente, com São Gabriel, a glória que nos merecestes. Amém.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Apresentação de Maria no Templo


Maria foi apresentada no Templo, segundo a tradição, com 3 anos de idade, pelos seus pais São Joaquim e Sant’Ana.
No dia de hoje recordemos os nossos pais e peçamos ao Senhor a graça de eles também, a exemplo de São Joaquim e Sant’Ana, confiarem seus filhos a Deus, ensinando-os o caminho da virtude e do amor. Desta forma, muitos jovens poderão, como Maria, dedicar-se totalmente ao divino serviço na vida consagrada contemplativa e monástica.

Ave Maria....

Maria, Mãe e Modelo da Vida Contemplativa, rogai por nós


Maria permaneceu no Templo, segundo a tradição, até os 12 anos de idade. Neste período, ela se dedicou totalmente ao Senhor, aprendeu a escuta da Palavra, com o coração e a mente afastados de tudo o que pudesse distrair.
Peçamos a esta cara Mãe que nos ensine a também permanecer diligentemente atentos à voz do Espírito Santo, guardando todos os seus ensinamentos, com cuidadoso zelo, em nossos corações, traduzindo em obras. Desta forma, muitos jovens poderão, como Maria, dedicar-se totalmente ao divino serviço na vida consagrada contemplativa e monástica.

Ave Maria....

Maria, Mãe e Modelo da Vida Contemplativa, rogai por nós

A vida de Nossa Senhora foi uma contínua preparação para o cumprimento da sublime dignidade da maternidade divina, embora ela mesma desconhecesse os altíssimos desígnios de Deus em sua vida. Esta preparação se deu com o dom perfeito e total de si mesma a Deus, amando-o com todo o coração, alma e forças.
Peçamos Àquela que se consagrou por primeiro a Deus que venha nos preceder em nossa Consagração  e nos ajude a viver para maior glória de Deus, salvação das almas e conversão de todos os pecadores. Desta forma, vendo o seu exemplo, muitos jovens poderão dedicar-se totalmente ao divino serviço na vida consagrada contemplativa e monástica.

Ave Maria....


Maria, Mãe e Modelo da Vida Contemplativa, rogai por nós

segunda-feira, 10 de março de 2014

São José


Hoje damos início a Novena de São José. Que tal rezar conosco?


NOVENA DE SÃO JOSÉ


D – Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
T – Ó glorioso São José, nós te veneramos como o casto esposo da mãe de Deus, como o chefe da Sagrada Família, como o pai virginal de Jesus Cristo, como o fiel protetor do tesouro da Santíssima Trindade. Em ti veneramos a escolha de Deus Pai, o qual quis repartir contigo seu poder, ao lado do seu eterno e único Filho, o qual desejou ser dependente de ti e teve a sua subsistência do trabalho de tuas mãos. Em ti veneramos a escolha do Espírito Santo, o qual quis confiar-te sua santíssima esposa e dar-te a ela como guarda e companheiro. Em ti veneramos a escolha do vigário de Cristo, o qual te declarou patrono, protetor e defensor da Igreja fundada por nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.
D – São José, nosso dulcíssimo protetor.
T – Rogai por nós.
D – Glória ao Pai...
T – Assim como era...

Meditemos as 7 dores e alegrias de São José

1ª – Ó São José, pela dor e alegria que provastes na ocasião da maternidade de Maria Virgem.
T – Assisti-nos paternalmente em nossa vida e na hora de nossa morte.
- Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai...
- Ou canto.
2ª – Ó São José, pela dor e alegria que provastes na ocasião do nascimento do Menino Jesus.
T – Assisti-nos...
3ª - Ó São José, pela dor e alegria que provastes na ocasião da circuncisão do Menino Jesus.
T – Assisti-nos...
4ª - Ó São José, pela dor e alegria que provastes na ocasião da profecia de Simeão.
T – Assisti-nos...
5ª - Ó São José, pela dor e alegria que provastes na ocasião da fuga e permanência no Egito.
T – Assisti-nos...
6ª - Ó São José, pela dor e alegria que provastes na ocasião da volta do Egito.
T – Assisti-nos...
7ª - Ó São José, pela dor e alegria que provastes na ocasião da perda e do encontro de Jesus no templo.
T – Assisti-nos...

Ladainha de são José

Senhor tende piedade de nós.
Jesus Cristo tende piedade de nós.
Senhor tende piedade de nós.
Jesus Cristo ouvi-nos
Jesus Cristo atendei-nos
Deus Pai dos céus, tende piedade de nós.
Deus Filho Redentor do mundo, tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
SSma. Trindade que sois um só Deus, tende piedade de nós.
Santa Maria, rogai por nós.
São José, rogai por nós.
De Davi ilustre descendente, rogai por nós.
Luz dos patriarcas, rogai por nós.
Esposo da Mãe de Deus, rogai por nós.
Guarda puríssimo da Virgem, rogai por nós.
Nutricio do Filho de Deus, rogai por nós.
Zeloso defensor de Cristo, rogai por nós.
Chefe da Sagrada Família, rogai por nós.
José Justíssimo, rogai por nós.
José Castíssimo, rogai por nós.
José Prudentíssimo, rogai por nós.
José Fortíssimo, rogai por nós.
José Obedientíssimo, rogai por nós.
José  Fidelíssimo, rogai por nós.
Espelho de paciência, rogai por nós.
Amante da pobreza, rogai por nós.
Modelo dos operários, rogai por nós.
Glória da vida doméstica, rogai por nós.
Guarda das virgens, rogai por nós.
Amparo das famílias, rogai por nós.
Consolador dos aflitos, rogai por nós.
Esperança dos enfermos, rogai por nós.
Padroeiro dos moribundos, rogai por nós.
Terror dos demônios, rogai por nós.
Protetor da Santa Igreja, rogai por nós.
Co-patrono da nossa Congregação, rogai por nós.
        
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós
V – O Senhor o fez dono de sua casa.
R – E administrador de todos os seus bens.

Oremos:
Ó Deus que por inefável providência vos dignastes escolher o bem-aventurado José para esposo de vossa Mãe Santíssima, concedei-nos, nós vo-lo pedimos que, venerando-o aqui na terra como protetor, mereçamos tê-lo no céu como nosso intercessor. Vós que viveis e reinais pelos séculos dos séculos. Amém.

Venha Celebrar conosco a Solenidade de São José!
Clique na imagem e saiba mais:


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Oração Vocacional Passionista

Deus nosso Pai, Vós chamastes tantos jovens a viverem na Família Passionista, a compaixão do vosso Filho Jesus Crucificado. Continuais fazendo o mesmo apelo dentro de nossas famílias e em meio a nossa juventude. Chamai, Senhor, para vosso serviço, jovens disponíveis e solidários com os pobres e marginalizados, prontos a testemunharem a filiação e a fraternidade, na alegria do anúncio de Jesus Cristo, pela força da Palavra da Cruz. Isto vos pedimos, ó Pai, pela intercessão de São Paulo da Cruz, da Virgem das Dores e pelo vosso Filho Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Amém.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Gostaria de concluir este mês de julho, dedicado ao Preciosíssimo Sangue de Jesus com uma oração escrita por São Vicente Strambi, bispo e missionário Passionista, no seu livro: Mese di Luglio consacrato al Preziosissimo Sangue del N.D. Redentore:


Oh! Sangue amantíssimo do meu Jesus, adoro-te profundamente, vivamente te invoco; em ti confio, tu és a minha salvação, como já foste o preço da minha redenção e purificas minha alma. Sangue de salvação, Sangue de vida, ofereço-te ao trono do Pai em reparação das minhas culpas e por todos os pecadores. Sejas tu da Igreja o sustento, dos míseros o conforto, dos tentados a força, dos pecadores a mais viva esperança e de todas as almas a eterna salvação. Assim seja.


Eterno Pai, pelo Sangue Preciosíssimo de Jesus, misericórdia!

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Qual a verdadeira felicidade?

Esta é a pergunta que nos deparamos nestes dias...

Estamos no segundo dia da novena de São Gabriel de Nossa Senhora das Dores e ele vem nos responder esta pergunta que cala em nosso coração.

"Levo uma vida de paz, doçura e felicidade. É indizível o contentamento e alegria que experimento nesta casa de Deus, comparados com vãos e fúteis divertimentos do mundo. As 24 horas do dia me parecem 24 minutos, tão rapidamente se sucedem".

Esta alegria resplandecia-lhe no rosto. Assim relatam...

Busquemos também nós esta verdadeira felicidade, este verdadeiro tesouro que, como diz o Santo Evangelho nem o ladrão rouba e nem a traça corrói! (cf. Mt 6,19-21).
Que São Gabriel da Virgem Dolorosa nos ajude!!!

Falando sobre o rosto resplandecer... não esqueçamos de rezar nestes dias em reparação a tantos e tantas ofensas cometidas a Jesus, a sua Sagrada Face!

Mostrai-nos, Senhor, a vossa Face
e seremos salvos!

A Serva de Deus passionista, Madre Madalena de Jesus Sacramentado assim se expressa com relação a gravidade dos pecados a luz dos sofrimentos de Cristo:

"Considerando a Paixão, são nossos olhos, olhando as Chagas, o Sangue, as humilhações e a morte de Jesus, os que veem a gravidade do pecado. Porém, esta união que estou falando, não são os olhos que veem, é o coração que sente. Sente e conhece que por seu excesso de amor, que não se pode explicar, Dios habita, mora, reside na alma; em nossa mesma alma; é alma de nossa alma. E que esta pode cometer o pecado, que parece destruir e aniquilar a esse Deus de amor; ... E não só pecado grave, mas o venial e também as imperfeições revestem aqui um aspecto repugnante, que não há palavras para expressá-lo"...

Dá-nos a graça, Senhor, de sempre caminhar sob o vosso olhar e não ofender o seu Divino Coração!
Somos o vosso Templo!!!

Veja postagens antigas sobre:
São Gabriel: http://mosteirosantagema.blogspot.com/2011_02_01_archive.html)
Sagrada Face: http://mosteirosantagema.blogspot.com/2011/03/contemplemos-de-uma-forma-todo-especial.html
http://mosteirosantagema.blogspot.com/2011/03/aproveitamos-esta-data-em-que-honramos.html

domingo, 9 de outubro de 2011

Novena de São Paulo da Cruz

Novena de São Paulo da Cruz

Iniciaremos, com a graça de Deus, amanhã, a Novena preparatória para a Solenidade do nosso querido Pai e Fundador, São Paulo da Cruz. 
Reze conosco! 

Primeiro dia
Eleição de São Paulo da Cruz para meditar a  Paixão de Jesus Cristo

I.                     Consideremos que Deus, tendo eleito o nosso Santo a pregar a Paixão do seu Unigênito, imprimiu-lhe bem cedo no coração esta devoção, que parece ter nascido com ele. Infundiu-lhe desde os mais tenros anos, um conhecimento tão vivo das acerbíssimas penas do Redentor, que  a alma de Paulo foi de piedade comovente; e o Senhor Crucificado tornou-se, desde então, o objeto de seus pensamentos e de seus afetos e a Ele consagrou todas as suas santas obras. Ò meu Deus, sejam estas penas o alimento cotidiano também da nossa mais terna devoção. 
Pai Nosso

II.                    Consideremos que o nosso Santo, movido de compaixão pelo Bem Crucificado, propôs desde os primeiros anos, não querer saber outra coisa que da sua Cruz : assim pode dizer com o Apóstolo: “Vivo mas não sou eu que vivo, Cristo vive em mim... o qual me amou e a Si mesmo se entregou por mim”. Ó dulcíssimo Jesus, pelos méritos de vosso Servo comunicai também a nós tal afeto à vossa Paixão, que  nos faça viver somente em Vós, morto entre mil tormentos  para restituir-nos a vida. 
Ave Maria

III.                  Consideremos que o nosso Santo, levando impressa na mente e no coração a Paixão do Filho de Deus, não podia deixar de tê-la com freqüência na língua. Persuadido de ser este o meio mais eficaz para conversão dos pecadores, pregou sempre Jesus Crucificado e usou da Cruz  como de uma arma potentíssima para combater o vício e converter  toda sorte de pecadores. Ó amantíssimo Redentor, gravai também em nossos corações a memória da vossa Santíssima Paixão, para que, com a Palavra e com o exemplo possamos imprimi-la no coração do vosso povo.
Glória ao Pai

  Oração para todos os dias da novena
Ó glorioso São Paulo da Cruz, que fostes na terra espelho de inocência e exemplar de penitência! Ó herói de santidade, escolhido por Deus para meditar dia e noite a dolorosíssima Paixão de seu Filho Unigênito e para propagar no mundo esta devoção com a palavra, com o exemplo e por meio do vosso Instituto! Ó apóstolo poderoso em palavras e obras, que passastes a vida a conduzir ao pés do crucifixo as almas transviadas de tantos míseros pecadores, lá do céu volvei os olhos para a minha alma e ouvi, propício, as minhas súplicas. Alcançai-me um amor tão grande a Jesus Crucificado que, meditando continuamente em suas dores, faça meus os seus sofrimentos, reconheça nas profundas chagas do meu divino Salvador a malícia dos meus pecados e nelas vá haurir, como em fontes de salvação, a graça de os chorar amargamente e uma vontade eficaz de vos imitar na penitência, já que não soube imitar-vos na inocência.
Alcançai-me também, ó glorioso Santo, a graça que, prostrado aqui aos vosso pés, mais particularmente e instantemente vos peço............. Impetrai à Santa Igreja, nossa mãe, a vitória sobre os seus inimigos, aos pecadores a conversão, aos hereges e, especialmente à Inglaterra, pela qual tanto orastes, o regresso à Fé Católica.
Finalmente alcançai-me de Deus uma boa e santa morte, para que um dia possa ir gozar convosco no céu por toda a eternidade. Assim seja.
 Segundo dia
Inocência de São Paulo da Cruz
I.                     Consideremos que São Paulo da Cruz prevenido pela graça divina, teve a feliz sorte de odiar e  evitar sempre o pecado. Ele o considerava causa funestíssima, antes, como renovação da Paixão e Morte do Redentor; e esse pensamento, tanto lhe ocupava a mente que lhe introduziu no coração tão grande horror à culpa, conservando-o sempre ilibado, mantendo intacta a inocência batismal. Venturosíssimo Santo! Ó vós, que fostes tão zeloso guarda da vossa inocência, obtende a nós, pobres pecadores, chorar amargamente o termos perdido a nossa.
Pai Nosso

II.                    Consideremos como  pode o nosso Santo, manter a sua inocência batismal, num século tão corrompido como foi aquele em que viveu. Ele encarou sempre o pecado como sumo mal, em relação a Deus de quem despreza a honra e em relação ao homem, que torna miserável no tempo e na eternidade; da vista de impiedade tão abominável fugia horrorizado até da sombra da culpa. Oh! Amabilíssimo Redentor, pela intercessão de vosso Servo, iluminai-nos também, fazei-nos conhecer tão grande mal que se comete pecando, para que por nossa malícia não venhamos a perdermos como castigo do desprezo da vossa glória.
Ave Maria

III.                  Consideremos que este anjo de pureza para defender sua rara inocência, valeu-se da Presença de Deus e de um amor terníssimo e apaixonado para com o Redentor padecente. Com esta armadura ele soube defender-se dos assaltos das tentações e manter-se ilibado entre tantas ocasiões e perigos por todo o curso de sua vida octogenária. Miseráveis de nós, como somos diferentes do nosso Santo!... Colocando em perigo a nossa inocência desde nossos primeiros anos, começamos assim logo a pecar!... Ó inocentíssimo São Paulo, impetrai-nos uma fé viva na Presença divina e um terno amor a Jesus Crucificado, que nos faça sempre rejeitar os enganos das atrações sensuais e as seduções do mundo, para não nos apartar-nos nunca mais da divina caridade.
Glória ao Pai

Oração para todos os dias da novena (conforme está no primeiro dia)


Terceiro dia

Penitência de São Paulo da Cruz

I.                     Consideremos como Deus, que quer ver os seus eleitos conformes à imagem do seu Divino Filho, preparou São Paulo da Cruz para um extraordinário sofrimento. Com locuções internas, indicou-lhe as duras provas e os graves sofrimentos, que por seu amor, haveria de sustentar e, por essas locuções, acendeu nele um tão vivo desejo da Cruz, que correu em espírito a abraçá-la, para conformar-se ao seu Redentor Crucificado. Todavia Paulo era inocentíssimo!... E nós, pecadores, nos  atemorizamos  só de ouvir o nome de penitência, fora da qual não há salvação!... Ó apaixonado Redentor, pelos méritos de vosso servo, dai-nos o verdadeiro espírito de penitência, para que expiemos as nossas culpas e nos assemelhemos a Vós. Pai Nosso

II.                     Consideremos que a ardentíssima sêde de padecer levou o nosso Santo a dominar o seu corpo tão  asperamente que o tornou um dos maiores ascetas dos últimos séculos. Passar as noites em longas vigílias de oração, dormir as poucas horas de repouso no duro pavimento,  dilacerar-se com asperíssimos flagelos , extenuar-se com rigorosos jejuns, foram as preferências de Paulo na sua juventude. E em todo o período de sua santíssima vida, quem poderá dizer a quais excessos o levou o desejo de sofrer, para conformar-se ao Crucificado, seu Sumo Bem?... Esta penitência, tão austera, oh! Quanto condena a nossa delicadeza!... Ó Senhor, fazei que olhemos este corpo como inimigo da alma e pelos méritos do vosso Servo, concedei-nos tê-lo sempre sujeito ao espírito.          Ave Maria

III.                  Consideremos finalmente o motivo que tornou  amável ao nosso asceta tão extraordinária penitência. Ponderando como o Filho Unigênito de Deus foi abandonado por nós, pelo Pai a uma paixão e morte atrocíssimas, consumia-se de amor compassivo para com Ele. E como o amor é virtude unitiva, que transforma o amante no amado, assim, tão doce se tornava o sofrimento, para imitar o seu Bem Crucificado, que nele encontrava o princípio e a causa de toda alegria. Oh! Quanto é verdade que uma alma enamorada não é capaz de sofrer, porque o mesmo sofrimento pelo amado se lhe torna sobremodo amável. Ó adorado Redentor, pelos méritos do vosso amantíssimo servo, infundi também em nós este amor compassivo, que nos torne amáveis as tribulações, característica distintiva dos predestinados à Glória.        
Glória 

Oração para todos os dias da novena (conforme está no primeiro dia) 
Quarto dia
Humildade de São Paulo da Cruz

I.                     Consideremos que São Paulo da Cruz meditando continuamente sobre o seu Redentor padecente, humilhado por nosso amor, até à morte de Cruz, teve desejo vivíssimo de tornar-se, também ele, “o opróbrio dos homens e o rebotalho da plebe”. E o amoroso Redentor, comprazendo-se desse desejo, depois de havê-lo ensinado a respeito da virtude da humildade, a ele tão cara, tornou-o humilde ...potente em obras e palavras, tinha sempre os olhos fixos na sua miséria, e dava a Deus só , toda a glória. Ó piedoso Senhor, que fizeste Paulo um tão raro modelo de santa humildade, oh!, sarai a nossa desacordo com a vossa graça; e pelos méritos do vosso Servo, fazei que também nós, aprendamos a sermos mansos e humildes de coração.
Pai nosso

II.                    Consideremos quanto foi profunda a humildade do nosso Santo. Persuadido, por luz celeste, que o abaixar-se em espírito é aquilo que mais agrada ao excelso Filho de Deus, desprezou-se a si mesmo e se teve por vil, tendo-se em conta de nada. Por isso não consentiu nunca algum pensamento de vaidade, de ambição, de soberba, mas teve sempre de si o mais baixo conceito. Ó grande rei das almas humildes, quão diferente de nós o vosso Paulo! Ele inocente e nós pecadores; ele adornado de virtudes, e nós carregados de vícios; ele rico de tantos dons, e nos circundados de tantas misérias; Todavia,  ele humilíssimo, e nós soberbos!...Oh! compadecei-vos da nossa infelicidade, e pelos méritos de tão grande santo, concedei-nos aquele conhecimento do nosso nada, indispensável para adquirir a verdadeira humildade.    
 Ave Maria

III.                  Consideremos como a verdadeira humildade de coração do nosso Santo aparece externamente com as obras. Habituado desde os mais tenros anos, a meditar as penas e opróbrios do filho de Deus humanado, não só fugia de toda sombra de glória, escondendo-se com santa indústria os dons celestes, dos quais fora enriquecido, mas andava à procura de afrontas e de desprezo. Ó apaixonado Redentor, que será de nós, no vosso juízo? De nós que somos tão fáceis ressentir-nos de qualquer injúria e de fazer barulho por qualquer ultraje? Ó perdoai-nos, por piedade; e pelos méritos do vosso servo, infundi-nos tal espírito de verdadeira humildade, que desprezando-nos a nós mesmos aqui na terra, mereçamos um dia sermos glorificados no Céu.      Glória ao Pai


Oração para todos os dias da novena (conforme está no primeiro dia)
Quinto dia
Paciência de São Paulo da Cruz

I.                     Consideremos que, como a humildade, foi heróica a paciência do Santo. Nas suas freqüentes e dolorosas enfermidades, com o pensamento voltado às penas do seu amado Redentor, sofria de boa vontade qualquer ultraje , bem conhecendo o precioso tesouro do sofrimento somente por amor dele que, com infinita mansidão tanto sofreu por nosso amor.  Suportando com perfeita resignação angústias e desgraças , jamais abriu a boca, nem demonstrou o mínimo sinal de impaciência. Miseráveis de nós, que não sabemos suportar o menor mal, e em nossas adversidades nunca adoramos a vontade de Deus, com plena resignação  da nossa. !...Ó Jesus, verdadeiro Deus de paciência, pelos méritos de vosso servo, concedei-nos aquela perfeita resignação, que é o verdadeiro distintivo das almas eleitas.                     
Pai Nosso

II.                    Consideremos que o mundo e o inferno concorreram, para tornar o nosso Santo um verdadeiro herói de paciência. Fundador de uma nova Congregação Religiosa, que lhe fora diversas vezes revelada em celestes visões, homens perversos e Satanás conspiraram juntamente para impedi-lo; e tais foram as dolorosas penúrias à que reduziram o Santo fundador, tantas as angústias, com as quais o afligiram, que devia repetir com o Apóstolo: Estou em continuo sofrimento, sem nenhum descanso, nem por dentro, nem por fora.. Ele todavia com fortaleza e coragem, que tirava da meditação da crudelíssima contradição que o Divino Redentor sustentou dos pecadores, reprimia todo ressentimento; e quanto mais pesados eram os golpes que recebia, tanto mais sólida se tornava a sua paciência. Ó Senhor, socorrei a nossa debilidade com a força da vossa santa Paixão; e pela heróica paciência do vosso Servo, concedei-nos vencer a guerra, que nos move o mundo e o inferno, conjurados para nossa ruína espiritual.                          Ave Maria

III.                  Consideremos a generosidade, que o nosso pacientíssimo Santo usou para com os perseguidores. Tendo aprendido do Senhor Crucificado a padecer e calar, e a retribuir o bem pelo mal, surdo às injúrias, mudo à defesa, imperturbável a todo maltrato, praticou sempre quanto ensina o Apóstolo: “Não vos deixeis vencer pelo mal, mas triunfa do mal, pelo bem.” Portanto, perdoou a quem o ofendia, amou a quem o odiava, acolheu com sinceras demonstrações de afeto os seus adversários; e considerando-os como seus benfeitores, fez-lhes o maior bem. Ó Redentor amantíssimo, fazei-nos entender bem esta verdade, que um cristão, vosso verdadeiro seguidor, não pode ser inimigo de quem quer que seja, devendo amor a todos como irmãos; e pelos méritos do vosso servo, concedei-nos uma paciente caridade, que tudo suporta, tudo perdoa, a todos olha em Deus, e a todos beneficia.           Glória ao Pai

 Oração para todos os dias da novena (conforme está no primeiro dia)

Sexto dia
Pureza de São Paulo da Cruz

I.                     Consideremos que o nosso Santo, enriquecido de particulares graças para guardar desde a infância a santa pureza, teve-a em tanto apreço, que a conservou intacta ao fim da vida. E para guardar mais ciosamente esse tão precioso tesouro, foi Paulo ainda animado pela grande Virgem Maria, que aumentou-lhe o apreço e lhe obteve de Deus a singularíssima graça de reprimir com o próprio sangue, revolvendo-se entre os espinhos toda rebelião contra a virtude angélica. Ó Jesus, candor de luz eterna e espelho sem mancha. Oh! Pelos méritos de vosso puríssimo servo, iluminai-nos para conhecermos os perigos dessa bela virtude, e dai-nos a graça de vencer todas as tentações, que poderiam roubar-nos este inestimável tesouro.
Pai Nosso.

II.                    Consideremos como Deus fez admiravelmente resplandecer este dom de singular pureza em São Paulo da Cruz. E seu corpo exalava freqüentemente o mais suave perfume. E invocado o seu socorro por quem estivesse em ocasião de pecado, dissipava-se subitamente toda impura tentação, ainda que o Santo estivesse ausente. E agradou tanto por esta virtude não só aos homens, mas aos mesmos Anjos, que o acompanhavam, o defendiam e as vezes o transportavam de um lugar a outro. Porém, mais que aos espíritos angélicos foi ele querido a Maria, Mãe de pureza, a qual apareceu-lhe várias vezes e em penhor de seu terníssimo amor, posou-lhe sua mão virginal sobre a cabeça. Amantíssimo Redentor, fazei-nos entender bem esta verdade. Nós estamos profundamente humilhados ao ver-nos tão longe daquela pureza de mente e de coração, da qual o vosso servo foi esplendidamente adornado. Oh! Fazei que ele seja para nós refúgio e defesa contra as lisonjas do mundo, que nos arrastam ao vício contrário à bela virtude.
Ave Maria

III.                  Consideremos quais foram os meios usados pelo nosso Santo, para não perder o inestimável tesouro da angélica pureza. Ele castigava o seu corpo inocente com ásperas penitências para tê-lo sujeito ao espírito, e como bem sabia que os olhos são as portas funestas, por onde entra a morte na alma, guardou-os sempre com a mais rara modéstia. Persuadido, pois, que, sem especial graça de Deus poderia conservar intacto o candor de sua virginal pureza, viveu sempre com a mente e o coração escondidos nas Chagas do seu amado Senhor, foi sempre devotíssimo da grande Virgem Maria. Ó Virgem das virgens, imaculada Mãe de Deus, pelos méritos de vosso devotíssimo Paulo, obtende-nos o espírito de penitência e oração, para que possamos conservar a pureza do coração e da alma.
Glória.

Oração para todos os dias da novena (conforme está no primeiro dia) 

Sétimo dia
Caridade de São Paulo da Cruz para com o próximo

I.                     Consideremos que o nosso Santo vendo no próximo a viva imagem de Deus, o amou sempre com o mais terno amor. Ensinado pelo Discípulo predileto que uma caridade privada de obras, é uma planta estéril, Paulo à semelhança do seu apaixonado Redentor, acorria solícito onde percebia maior necessidade de seus irmãos e oprimidos, os defendia; aflitos, os consolava; nús, os recobria; restaurava os famintos; servia os enfermos; assistia os agonizantes; em suma cumpriu exatamente o divino preceito “Reparte com os famintos o teu pão; recolhe em tua casa os pobres e os peregrinos; se vir um nú, cobre-o e não despreze a tua carne”. Redentor amantíssimo, verdadeiro Deus, caridade essencial, pelos méritos de vosso servo, dai-nos entranhas de misericórdia para com as necessidades e misérias alheias, e fazei que reconhecendo - Vos em nossos semelhantes, feito pobre por nossa salvação, usemos sempre para com eles, com palavras e obras, aquela caridosa compaixão, que Vós mesmos nos ordenastes.
Pai Nosso

II.                    Consideremos como o zelo pela salvação das almas, primeiro efeito da verdadeira caridade, acendeu ardentemente o coração de Paulo. Este verdadeiro amante de seus irmãos, que errantes pelos negros caminhos da culpa, todo pressuroso  do seu retorno nas sendas da graça, os chamava a si, convidando-os com as mais férvidas orações.
E quando vinham a ele, acolhia-os com afabilidade e doçura admiráveis; e se tardavam andava ao seu encalço, todo ansioso por rendê-los à penitência. Aumentava as suas indústrias à medida que percebia os mais obstinados e perdidos atrás do erro e do vício, buscava mais com as lágrimas que com exortações de acabar com a sua obstinação; e não desistia da sua santa persistência, até que não houvesse ganho as almas.
Ó Senhor piedosíssimo, pelos méritos de vosso fiel servo, dai-nos um coração todo propenso à compaixão pelos pecadores, para que interessando-nos com a sua regeneração, possamos ao menos com a oração, e conselho, trabalhar para sua eterna salvação.
Ave Maria

III.                  Consideremos que a caridade em São Paulo da Cruz foi o foco, que acendeu o seu zelo, este foi, pois, a chama bendita, que consumiu a sua vida. No ver inumeráveis almas que, privadas por sua culpa, do fruto da Paixão do Redentor, perdiam-se eternamente, exclamava com o Apóstolo: “Tenho grande tristeza e contínua angústia no meu coração”.  Porém, não satisfeito de suspirar diante de Deus, ocupava-se com todo empenho, e quase esquecido de si mesmo, em procurar a sua salvação. Era assíduo no pregar a penitência, corajoso em  afrontar os incômodos, trabalhos e perigos, com aquele heroísmo de engenhosa caridade, que está sempre pronto a qualquer sacrifício. Este heróico zelo confunde profundamente a nossa fria insensibilidade!.. Nós ao invés de zelar pela salvação do próximo, com o nossos maus exemplos,  damos-lhe  ocasião de se perder!...
Ó perdoai-nos, Senhor clementíssimo, não permitais jamais que, por nosso culpa pereça alguma alma, por Vós remida ao preço de tantos sofrimentos e de tão longo martírio.
Glória.

 Oração para todos os dias da novena (conforme está no primeiro dia)

Oitavo dia
Amor de São Paulo da Cruz para com Deus

I.                     Consideremos que o nosso Santo  seduzido da doçura da Caridade divina, amou a Deus, tão logo o conheceu, e este amor se apoderou tanto de sua alma, que  ele nunca perdeu a habitual presença de Deus e o recolhimento interno, de modo que se podia dizer, que ele fazia oração durante o dia todo. Com a assídua meditação de Jesus Crucificado, experimentou quão doce e quão suave, é o Senhor. Encontrava nele o seu repouso, o seu tesouro e o objeto das suas inefáveis delícias. 
Oh, por amor que vos teve o vosso servo, ó amantíssimo Redentor das nossas almas, inflamai-nos o coração para  que possamos amar-vos , como nos ordenastes: com toda a alma e com todas as forças.
Pai Nosso

II.                    Consideremos, que o nosso Santo, com um dom a poucos concedido, passou por todos os graus da mais sublime contemplação, até chegar ao místico esponsalício com seu amado Senhor. Nesse felicíssimo estado, ele desfalecia de amor e,  ora pálido, caía em suaves  êxtases; ora acendia-se-lhe o rosto de tão clara luz, que não se podia fixar-lhe o olhar. Transformado todo em Deus por amor, como Paulo Apóstolo, não podia mais sofrer os laços do corpo, e suspirava continuamente fossem  desfeitos, para voar com o espírito e unir-se perfeitamente ao seu Bem. Miseráveis de nós!...tendo posto o coração em tudo,  menos em Deus, tudo amamos mais que a este Sumo Bem, fonte de verdadeira felicidade.
Ah! Senhor, pelos méritos de vosso amadíssimo servo, fazei o vosso amor predominar em nós, porque muito infeliz é aquela alma, a qual Deus não basta.
Ave-Maria

III.                  Consideremos que o meio do qual São Paulo da Cruz se serviu para acender no próprio coração uma tão grande chama de amor celeste foi, principalmente,  a memória de Jesus Crucificado. Nele se concentrou sempre com todos os pensamentos e afetos, inflamando-se de terna gratidão e desejo de sofrer, para participar da sua santíssima Paixão.
Ó Redentor divino, pelos méritos do vosso amantíssimo servo, concedei-nos um profundo conhecimento das vossas acerbíssimas penas, a fim de que  meditando-as continuamente, nos acendamos de amor, e possamos gozar um dia as delícias inefáveis, que Vós preparastes àqueles, que sinceramente vos amam.            
Glória
  
Oração para todos os dias da novena (conforme está no primeiro dia)

Nono dia
Morte de São Paulo da Cruz

I.                     Consideremos que o nosso Santo, teve muitas vezes, a visão do Paraíso, conhecendo quanto é possível aqui na terra, como as almas bem-aventuradas vêem a Deus, e amam com vivíssimo ardor de caridade, quase nele se transformando. Por isso olhava ele todas as coisas  terrenas como vis e desprezíveis a ponto de sentir  sempre qual um peso,  a vida:  ardia de desejo de morrer, para unir-se ao Sumo Bem, e dissedentar-se à fonte inexausta da verdadeira felicidade. Oh, misericordioso  Senhor, pelos méritos do vosso servo amantíssimo, infundi-nos uma luz celeste, que nos descubra a vaidade do mundo, e  eleve o nosso desejo  às eternas alegrias do céu. 
Pai Nosso

II.                    Consideremos que a morte do nosso Santo foi um eco precioso da sua virtuosíssima vida. Ele ansiava por  ser libertado da prisão corpórea, para voar ao céu; e por isso com o semblante plácido e a fronte serena, entre transportes de terníssimos afetos, se dispunha ao desenlace, tendo o coração sempre tranqüilo e todo aceso de amor, e a mente sempre livre e toda absorta em Deus. Chegado ao extremo, rico de méritos passou jubiloso deste mísero mundo, à sede da alegria; do exílio da terra à pátria do céu. Ó apaixonado Redentor, que tornastes o vosso Servo, em vida e em morte, um luminoso exemplo de santidade, oh fazei-me compreender com a vossa graça que, para morrer a morte dos justos, é necessário modelar a nossa vida.  
Ave Maria

III.                  Consideremos que apenas saída do corpo a bela alma do nosso Paulo, um só foi o sentimento de todos os presentes, que ele tivesse imediatamente voado ao Paraíso: e experimentaram em si a mudança da tristeza e da dor em alegria. A sua face mudou de aspecto e tornou-se belíssima: o seu corpo se manteve flexível, como vivo; a alma foi vista por várias  pessoas, na mesma hora do seu feliz trânsito, circundada de raios e jubilante rumo ao Céu. Eis a glória eterna que mereceram a São Paulo da Cruz a inocência da vida, as tribulações, os padecimentos, o zelo em promover o culto à Paixão do Redentor e a salvação das almas!... Ó nosso Redentor Divino, quanto  é verdade que não se podem comparar as penas da vida presente àquela glória, da qual Vós enriqueceis os vossos amantes na vida futura! Dai a todos nós desejarmos  conseguir as mercês, que vós prodigalizastes ao vosso Paulo. Concedei-nos pelos seus méritos a graça de reproduzir-lhe as virtudes e imitar-lhe os exemplos.
Glória.

Oração para todos os dias da novena (conforme está no primeiro dia) 

Ouça a antífona Salve Sancte Pater. Clique na imagem abaixo: